5 de Agosto de 2008 / às 17:48 / em 9 anos

Operadora "aeiou" desafia grandes com modelo atípico de celular

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa "aeiou", nome da nova operadora de celular que estréia na região metropolitana do Estado de São Paulo em setembro, afirma ser "um animal novo" no setor de telecomunicações e desafia as grandes concorrentes a seguir seu modelo.

O idealizador e atual presidente da companhia, José Roberto Melo da Silva, afirmou que "existe vida inteligente fora das super teles" e provocou as rivais, dizendo que, se elas adotarem o modelo da nova companhia, "irão quebrar", já que não teriam como comportar a demanda que ela pretende atrair.

A companhia afirma que descartou o modelo atual de pré e pós-pago, que considera "a forma antiga de fazer negócio", segundo Silva.

A empresa gera toda ligação a partir da compra de um crédito, cujo saldo pode ser acompanhado em tempo real pela Internet, "como em uma conta corrente", explicou.

"Não há barreira de entrada, nem de saída, o cliente não fica preso a nenhum contrato", salientou o executivo.

A operadora afirmou que seu primeiro foco será o público jovem, "mas este está longe de ser o último", disse Silva. Ele afirmou esperar que outras faixas de público se interessem pelo modelo da companhia e por seus preços, já que acredita que "existe uma demanda reprimida enorme" no Estado para a telefonia móvel. A expectativa da empresa é atrair "pelo menos 500 mil" clientes no primeiro ano de operação e até 2 milhões em 2010.

O segredo para essa estratégia, segundo ele, é usar uma estrutura enxuta e apostar em um empreendimento "de base tecnológica", de acordo com Silva.

A nova empresa tem por volta de 60 funcionários e pretende manter a Internet como o principal canal de contato com os clientes. Por isso, por enquanto ela tem apenas um ponto de venda físico, na capital paulista, onde fica também a sede da companhia.

INVESTIMENTO SAUDITA

A idéia de criar uma operadora de celular é acalentada por Melo da Silva há oito anos. Ele, entretanto, nunca atuou em uma tele, só de forma indireta, como fornecedor de softwares em um empreendimento próprio.

Por isso, ele conta que não foi fácil atrair investimento, que no caso da nova empresa já envolve 250 milhões de reais. Em um primeiro momento, o norte-americano Edward Jordan, da holding EJ8, se interessou, mas, na última rodada, para lançar a companhia após a compra das licenças, Melo da Silva conseguiu atrair recursos da Hits Telecom da Arábia Saudita, que comprou 49 por cento da companhia.

A Hits pretende fazer da nova operadora também a sede da Hits Brasil, já que ela não detinha nenhum negócio no país até o momento. Jordan, por sua vez, "decidiu investir em outras áreas", segundo Melo da Silva.

A "aeiou" utiliza a tecnologia GSM, mas ainda não tem licenças de terceira geração (3G), diferentemente de suas rivais no mercado. Silva afirmou que a empresa "ainda não encontrou um modelo de negócios que faça sentido na 3G", o que exigiria nova rodada de investimentos.

Edição de Renato Andrade

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