Base de Lula tem disputas "caseiras" no 2o turno em 8 capitais

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 01:05 BRT
 

Por Natuza Nery

BRASÍLIA, 5 de outubro (Reuters) - Uma ponta de dor de cabeça para o governo no segundo turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de gerenciar disputas entre os partidos da sua base de sustentação em oito capitais do país.

Lula verá a coalizão de 11 partidos dividida em Belo Horizonte, Porto Alegre, Rido de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Macapá, Manaus e Belém.

Interlocutores aconselharam o presidente a não colocar os pés em palanques onde houver guerra entre aliados. O objetivo é preservar as relações institucionais e garantir certa tranquilidade política nos dois anos finais deste segundo mandato.

"Quando o governo se defronta com uma situação Kramer versus Kramer, o melhor a fazer é a neutralidade", disse à Reuters Carlos Lopes, analista político da Santafé Idéias.

Salvador é o principal desafio ao Palácio do Planalto. Lá, o PT do candidato Walter Pinheiro concorre com o PMDB de João Henrique, que tenta a reeleição. O prefeito tem o apoio formal do ministro da Integração Nacional, o peemedebista Geddel Vieira Lima.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) disputa com Fernando Gabeira (PV), que é de um partido da base, embora o candidato seja, efetivamente, de oposição. Além disso, na coligação de Gabeira estão os oposicionistas PSDB e PPS. Mas o PV não gostaria de ver Lula prejudicando o seu candidato.

Em Belo Horizonte, o confronto é entre Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB). Nesse caso, também, a situação é atípica. Lacerda tem o apoio formal do PT e o respaldo explícito do governador Aécio Neves (PSDB).

Em Porto Alegre, Maria do Rosário (PT) tenta derrubar a liderança do prefeito José Fogaça (PMDB). Já em Florianópolis, Dário Elias Berger (PMDB) tenta derrotar Esperidião Amin (PP).   Continuação...