Bolsas da Ásia seguem movimento global e caem

sexta-feira, 5 de setembro de 2008 07:56 BRT
 

Por Tom Miles

HONG KONG (Reuters) - Os investidores derrubaram as ações da Ásia nesta sexta-feira, à medida em que turbulências econômicas nos Estados Unidos fizeram com que apostas no crescimento de qualquer outro lugar pareçam muito arriscadas, o que levou à busca por papéis de governos, mais seguros.

O aumento do receio seguiu uma queda em torno de 3 por cento em Wall Street na quinta-feira, o declínio mais forte em mais de dois meses, impulsionado por um aumento inesperado nos pedidos de auxílio-desemprego e nervosismo quanto a dados relativos ao emprego na sexta-feira.

"As vendas estão acontecendo globalmente e estão se tornando uma grande onda", disse Tokichi Ito, vice-gerente-geral para comércio estrangeiro do Trust & Custody Services Bank do Japão.

Em meio à queda do euro, que atingiu o menor nível em 13 meses ante o iene, o prospecto de exportações menos competitivas para a Europa, assim como o aumento do pessimismo em relação à economia global, atingiu ações japonesas como do Mizuho Financial Group e da Sony, que caíram cerca de 6 e 4 por cento, respectivamente.

O índice japonês Nikkei caiu 2,8 por cento, a 12.212 pontos, na maior queda em cinco meses e meio, enquanto as ações do restante da Ásia Pacífico, medidas pelo índice de papéis asiáticos MSCI operava em baixa de 2,68 por cento nesta manhã.

Dados durante o dia mostraram que companhias japonesas cortarem inesperadamente os gastos de capital no segundo trimestre.

Em Hong Kong, a queda foi de 2,24 por cento, a 19.933 pontos. Em Taiwan foi de 1,64 por cento e em Cingapura, de 1,97 por cento.

À medida em que investidores derrubaram as ações, os papéis do governo japonês subiram, revertendo baixas na véspera.

"Nossa visão é que esses são mercados muito voláteis indo a lugar nenhum", disse John Richards, chefe de economia e estratégia da Ásia do RBS Securities. "Com o banco central em espera e a economia global provavelmente em uma leve recessão, nós estamos presos nesta situação."

REUTERS FP