5 de Maio de 2008 / às 19:35 / 9 anos atrás

Dólar fecha em alta com ajuste após fortes quedas

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta segunda-feira devolvendo parte da queda das duas últimas sessões, procurando se ajustar a um novo patamar após o anúncio da obtenção do grau de investimento pelo país.

A moeda norte-americana subiu 0,55 por cento, a 1,659 real. Na quarta-feira, quando a S&P anunciou o novo rating o dólar caiu 2,46 por cento, recuando 0,78 por cento na sexta.

Segundo Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, o dólar está se ajustando a um novo patamar após o anúncio do grau de investimento para o país.

"A gente já era precificado meio como um porto seguro, e tivemos o anúncio mas não vai chover dólar", disse Forgione acrescentando que apesar da tendência no médio prazo ainda ser de queda, no curto prazo o mercado cambial deve oscilar perto deste patamar.

"Teve um forte ajuste na quarta e sexta-feira e (hoje) estamos devolvendo um pouco deste ajuste."

Forgione ainda lembrou que o mercado deve ficar atento aos próximos passos do governo.

"Não tem o que fazer. O problema é que o grau de investimento junto com esse juro (alto) pode degradar o comércio exterior... mas a prioridade zero do banco central é a inflação", disse o analista ressaltando que a atual política econômica do governo têm trabalhado com "previsibilidade" e o mercado não deve esperar por medidas radicais.

Nesta segunda-feira, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que é preciso "esperar chegar o dinheiro primeiro" para se avaliar se vai haver uma enxurrada de dólares com o grau de investimento. "Não falamos no governo sobre isso", disse o ministro.

Assessores do Palácio do Planalto dizem apenas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará ouvindo de seus ministros avaliações sobre a conjuntura econômica, sem admitirem alguma discussão específica, por ora, sobre o tema.

Em março, o Brasil registrou o maior déficit em transações correntes para o mês da história, sendo influenciado por um saldo comercial minguante e pela elevação das remessas de lucros e dividendos feitas por empresas.

Na última hora de negócios, o BC realizou um leilão de câmbio no mercado à vista, definindo a taxa de corte a 1,6610 real.

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