Petróleo e cobre atingem recordes com entrada de investidores

segunda-feira, 5 de maio de 2008 15:32 BRT
 

Por Barani Krishnan

NOVA YORK, 5 de maio (Reuters) - Os preços do petróleo e do cobre, duas das mais importantes matérias-primas do mundo, atingiram recordes na segunda-feira, em meio à entrada de investidores no mercado de commodities após a queda registrada no mercado de ações.

Por volta das 14h45 (horário de Brasília), o petróleo negociado nos EUA CLc1 subia 3,65 dólares, ou 3,14 por cento, para 119,97 dólares o barril, após atingir o patamar recorde de 120,36 dólares anteriormente.

O cobre com entrega prevista para julho HGN8 na divisão de metais da NYMEX avançava 12,15 centavos, or 3,18 percent, para 3,9420 dólares por libra-peso, após ter registrado pico de 4,2605 dólares -- recorde histórico dos contratos de cobre dos EUA. As negociações de cobre no mercado londrino estavam fechadas devido a um feriado bancário no Reino Unido.

Tanto o petróleo quanto o cobre apresentaram alta acentuada devido a temores sobre a oferta. A desvalorização do dólar também pesou, com investidores considerando que a economia norte-americana ainda se encontra em dificuldades.

Receios sobre a saúde da maior economia mundial também prejudicaram a confiança dos investidores em Wall Street, afastando o dinheiro do mercado de ações para ativos alternativos, como commodities.

"O prognóstico para a economia norte-americana continua desmotivador, no mínimo; o crescimento está preso na neutralidade, como demonstrado por dois trimestres nos quais o crescimento do PIB soma pouco mais de 1 por cento, enquanto as condições de crédito continuam ruins, apesar das repetidas reduções nas taxas (de juros)", disse Edward Meir, analista de commodities da MF Global.

O petróleo negociado na Nymex saltou mais de 3 dólares desde o fechamento de sexta-feira, após a Royal Dutch Shell (RDSa.L: Cotações) ter sido forçada a interromper mais uma parte de sua produção na Nigéria devido a ataques de militantes em uma estação no Delta do Níger.

Os confrontos entre rebeldes turcos e curdos no norte do Iraque também ofereceram suporte para os preços, juntamente com o anúncio do Irã na segunda-feira de que não aceitaria nenhum incentivo oferecido por potências mundiais com a finalidade de frear o direito do país à tecnologia nuclear.

No caso do cobre, os preços tiveram um rali frente aos receios sobre a oferta, provocados por uma greve de três semanas na chilena Codelco, maior produtora mundial do produto.

O cobre, utilizado amplamente pelas indústrias de construção e energia e geralmente visto como um medidor da atividade econômica, atingiu o menor preço em cinco semanas no final de quinta-feira. Porém, com a alta desta segunda-feira, o metal acumula uma alta de 40 por cento em relação aos preços desde 31 de dezembro.