Basf nega queda na demanda por agroquímicos e vê alta de preços

quinta-feira, 5 de junho de 2008 11:41 BRT
 

Por Mantik Kusjanto

FRANKFURT, 5 de junho (Reuters) - A alemã BASF BASF.DE não vê sinais de desaceleração no forte apetite por produtos que matam fungos, ervas daninhas e insetos, e estima uma forte alta dos preços dos produtos químicos que ajudam a ampliar a produtividade da safra, afirmou um executivo à Reuters.

"Tivemos um forte início neste ano. Essa tendência positiva vai continuar no segundo trimestre", disse o presidente da divisão da Basf para proteção de safras, Michael Heinz.

"Também vamos ver aumentos significativos de preço", disse ele, explicando que os altos custos das matérias-primas e da energia estão entre os fatores que alimentam os preços.

Ele disse que o impacto dos aumentos de preços será sentido ainda mais no segundo semestre e em 2009.

"A oferta está apertada na indústria e tem havido um aumento exorbitante da demanda", disse Heinz. "Nenhum produtor tinha previsto 24 meses atrás que veríamos esse tipo de desenvolvimento".

No primeiro trimestre, o lucro antes de juros e impostos e de itens extraordinários do segmento de soluções agrícolas da Basf subiu 12 por cento, para 259 milhões de euros (399,6 milhões de dólares), com o suporte de um aumento de 5 por cento das vendas.

O negócio de agroquímicos da Basf, que gera retornos atrativos e é menos sensível aos ciclos econômicos, responde por 6 por cento das vendas do grupo e por 11 por cento do lucro operacional antes de itens extraordinários.

A Basf, maior grupo químico do mundo em vendas, é o terceiro maior em inseticidas e fungicidas, e o quinto em herbicidas.