23 de Outubro de 2007 / às 02:13 / 10 anos atrás

Dados dos EUA revigoram ânimo do mercado e Bovespa sobe 3%

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 3 por cento nesta sexta-feira, terminando a semana perto do nível histórico após muito sobe-e-desce. Fator determinante foi o relatório de emprego dos Estados Unidos divulgado esta manhã, mostrando que a economia norte-americana está melhor do que o imaginado.

Os dados acalmaram temores de recessão na maior economia do mundo, mas não foram fortes o suficiente para frustrar as expectativas de novo corte do juro pelo Federal Reserve no fim do mês.

Isso deu fôlego para o principal indicador da bolsa paulista subir 3,17 por cento nesta sessão, para 62.318 pontos, bem perto do recorde histórico de 62.340 pontos batido na segunda-feira.

O volume financeiro da sessão ficou em 7 bilhões de reais, inflado pelo leilão de compra de ações da Copesul pela Braskem, que movimentou 1,29 bilhão de reais. A alta foi generalizada e dos 63 papéis do Ibovespa, apenas cinco caíram.

A bolsa paulista acompanhou a euforia de Wall Street depois de o governo dos EUA ter informado que a economia abriu 110 mil postos de trabalho em setembro, acima dos 100 mil estimados por analistas. Além disso, o governo revisou para cima os dados de agosto, de corte de 4 mil vagas para criação de 89 mil vagas.

Em Nova York, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 fecharam em patamar inédito, aos 14.066 pontos e 1.557 pontos, respectivamente.

"Parece que estamos rumando para uma desaceleração moderada dos EUA e isso é bom para ativos de risco em geral", disse Lucy Bethell, estrategista de mercados emergentes do Royal Bank of Scotland, em Londres.

Por aqui, o giro com as ações da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobras foi bem parecido, assim como o desempenho das duas: os papéis da mineradora avançaram 4,19 por cento, para 51,18 reais, enquanto as ações da estatal subiram 4,14 por cento, para 61,65 reais.

Nesta sexta-feira, o Morgan Stanley disse que se mantém otimista com ações brasileiras, que continuam a ser suas preferidas na América Latina apesar dos recentes ganhos.

"O Brasil continuará se beneficiando de condições favoráveis de sua exposição a nossos setores preferidos em mercados emergentes --matéria-prima e energia", segundo o Morgan.

ALTA DE BANCOS

Entre os destaques do pregão na bolsa paulista ficaram as ações de bancos, depois que o Barclays admitiu derrota na disputa pelo ABN Amro, indicando que o consórcio de bancos europeus liderado pelo Royal Bank of Scotland deve ficar com o banco holandês. Com isso, o Santander assumirá os ativos do ABN no Brasil e ficará entre os maiores bancos no país.

"Você tem efetivamente um gatilho para o reinicio do processo de consolidação no Brasil. O Unibanco sempre foi um alvo para vários bancos, quem adquirir consegue se firmar numa posição de liderança, então faz todo o sentido essa procura pelo banco e pelo setor em geral", afirmou a analista Kelly Trentin, da corretora SLW.

As ações do Unibanco ficaram entre as mais negociadas do dia, o que não acontece normalmente, e subiram 5,49 por cento, para 26,34 reais.

Bradesco avançou 4,74 por cento, para 57,27 reais, e Itaú exibiu valorização de 4,6 por cento, para 49,31 reais.

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