Jobim diz que Forças Armadas no Rio não atuarão como polícia

sexta-feira, 5 de setembro de 2008 13:25 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, alertou nesta sexta-feira que o efetivo das Forças Armadas a ser usado nas eleições no Rio de Janeiro não atuará como polícia. De acordo com o ministro, o objetivo das tropas será "garantir o procedimento eleitoral".

Jobim, que na véspera anunciou que as forças federais devem chegar ao Estado em sete dias, acrescentou que considera "suficiente" o efetivo de 450 a 900 homens destacados para a missão, apesar de o número de currais eleitorais identificados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio ser maior do que o que o ministro diz ter conhecimento.

"Creio que o efetivo proposto será suficiente para os três pontos básicos: assegurar a regularidade do processo eleitoral, assegurar a presença da imprensa e a circulação dos próprios candidatos e eleitores", disse Jobim.

"O objetivo é pacificar as áreas", acrescentou o ministro a jornalistas no porta-aviões São Paulo, onde participou da cerimônia de transmissão dos cargos de Comandante de Operações Navais e de Diretor-Geral de Navegação.

Jobim não se mostrou confortável ao falar das escutas telefônicas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele causou polêmica ao afirmar que a Agência Brasileira de Inteligêcia (Abin) comprou, por intermédio do Exército, aparelhos capazes de fazer escuta.

"Esse assunto está ultrapassado. O que temos que aguardar agora são as investigações da Polícia Federal", disse.

Indagado se a situação havia provocado desconforto dentro do governo, Jobim foi suscinto: "Absolutamente." (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)