5 de Setembro de 2008 / às 17:01 / 9 anos atrás

SAIBA-MAIS-Candidatos do Rio propõem secretarias contra desordem

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A convergência de propostas dos candidatos à prefeitura do Rio em diversas áreas se reflete também no debate sobre a desordem urbana. Eduardo Paes (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Marcelo Crivella (PRB), com trajetórias pessoais e políticas distantes, se aproximam quando o assunto é a desorganização dos espaços públicos da cidade. Os três concorrentes propõem a criação de um novo órgão municipal para conter o problema.

Os demais candidatos prometem ainda a reorganização ou o aumento da Guarda Municipal, a melhoria nos serviços de limpeza e iluminação das ruas, a criação de casas de passagem para a população de rua e o combate ao comércio de produtos piratas na cidade.

Veja a seguir as principais propostas dos candidatos para conter a desordem urbana:

MARCELO CRIVELLA (PRB)

Com o slogan "Vamos arrumar o Rio", o candidato tem apostado na questão da desordem urbana. Em seu programa de governo, Crivella promete a criação da Secretaria de Proteção à Cidadania, que coordenaria "iniciativas e estratégias de prevenção e redução de infrações e na manutenção da ordem urbana". Ele também já prometeu o aumento do efetivo da Guarda Municipal.

EDUARDO PAES (PMDB)

Propõe a criação da Secretaria de Ordem Pública. Segundo Paes, que defende o ideal de "prefeito-síndico", a nova pasta centralizará "as ações de moralização do espaço urbano, da população de rua e do comércio ilegal, além de reprimir pequenos delitos".

JANDIRA FEGHALI (PCdoB)

A candidata pretende mapear vazios urbanos que possam receber mercados populares organizados e regulamentados, usar a Guarda Municipal para identificar e coibir a desordem urbana, reorganizar o trânsito em áreas escolares, impedir que bares e restaurantes invadam calçadas e investir em limpeza e saneamento.

FERNANDO GABEIRA (PV)

Promete criar a Secretaria de Gestão do Espaço Público, que, segundo ele, será responsável por "agir imediatamente contra os focos de desordem" na cidade. Gabeira afirma também que a gestão de praças e unidades de conservação deverá ser entregue à sociedade civil e a empresas. A intensificação da vigilância por câmeras, em sua opinião, complementará os cuidados com a cidade.

ALESSANDRO MOLON (PT)

Para o petista, a desordem urbana é fruto da ausência de "um código de posturas consolidado", que deveria ser garantido pela prefeitura. "Hoje ninguém conhece direito as atribuições da Guarda Municipal. Vou reorganizá-la, estabelecendo suas funções em estatuto", promete Molon.

SOLANGE AMARAL (DEM)

Candidata apoiada pelo atual prefeito, Solange Amaral acredita que a solução para a desordem urbana deve começar com o combate ao comércio de produtos piratas. "No que diz respeito à população de rua, a prefeitura tem boa aliança com o Ministério do Desenvolvimento Social e tem que trabalhar na prevenção. Já o menor infrator é competência do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas), dos órgãos estaduais", afirma a democrata.

CHICO ALENCAR (PSOL): O socialista entende como desordem urbana a falta de iluminação pública, o sucateamento do bonde de Santa Teresa, as linhas de ônibus que prestam serviços ruins para a população e a poluição sonora. Além de criticar as políticas de repressão a camelôs, Chico Alencar defende um novo levantamento sobre a população de rua carioca e a implementação de metas para reduzir, em quatro anos, "pelo menos 70% esse quantitativo de pessoas jogadas na subcidadania". (Reportagem de Carla Marques)

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