Alimentos pressionam e inflação supera estimativas

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 11:34 BRST
 

Por Renato Andrade

SÃO PAULO (Reuters) - Os alimentos consolidaram em novembro a posição de vilões dos índices de preços de 2007, pressionando mais uma vez o bolso de consumidores e atacadistas, de acordo com indicadores divulgados nesta quarta-feira.

Na capital paulista, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou no mês passado alta de 0,47 por cento, uma forte aceleração provocada pelo aumento dos preços dos alimentos, de 1,75 por cento, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), também veio pressionado, com alta de 1,05 por cento.

Nos dois casos, as taxas ficaram acima das estimativas de analistas consultados pela Reuters. Para a inflação em São Paulo, os economistas ouvidos esperavam alta de 0,29 por cento. No caso do IGP-DI, a expectativa era de avanço de 0,82 por cento.

Os alimentos foram o destaque da inflação na segunda metade do ano. Pressionados por problemas de oferta interna e externa, além de elevadas cotações de commodities, os preços desses produtos pressionaram fortemente os índices domésticos. Parte da alta foi devolvida, mas o movimento de novembro mostra que a pressão não se dissipou.

A preocupação com essas pressões inflacionárias e a força da atividade econômica já fizeram com que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompesse, em outubro, o ciclo de dois anos de cortes da taxa básica de juro.

Os dados divulgados nesta quarta-feira reforçam as expectativas de manutenção da taxa Selic em 11,25 por cento na reunião do Copom que termina nesta quarta-feira.

ATACADO E VAREJO   Continuação...