CONSOLIDA-Criação de emprego nos EUA anima perspectiva econômica

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 17:02 BRST
 

Por Chris Reese

NOVA YORK, 5 de dezembro (Reuters) - As empresas norte-americanas contrataram em novembro no maior ritmo em um ano e a produtividade dos trabalhadores teve no terceiro trimestre o crescimento mais forte em quatro anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira que levantaram o ânimo sobre a economia.

Embora outro relatório tenha mostrado que a expansão no setor de serviços perdeu força no mês passado, os relatórios indicam que a turbulência no setor imobiliário e nos mercados financeiros podem não ser tão devastadora quanto se temia. Além disso, o Federal Reserve pode não precisar cortar a taxa de juro agressivamente na próxima semana.

Empregadores privados norte-americanos acrescentaram 189 mil vagas no últimos mês, segundo a ADP Employer Services. O número, longe das expectativas de analistas de apenas 50 mil novos empregos, fez com que economistas rapidamente aumentassem suas previsões para os dados do governo que serão divulgados na sexta-feira.

Os dois setores mais afetados pela crise das hipotecas de alto risco (subprime) --construção e atividades financeiras-- mostraram sinais de estabilização.

Isto incitou especulações entre analistas de que a crise global de crédito pode não afetar o crescimento global da forma orginalmente esperada.

"Se isso apontar uma força similar no relatório de emprego do Departamento de Trabalho (na sexta-feira), eu ficaria bem surpreso se o Fed cortar a taxa de juro em 0,50 ponto percentual", disse Cary Leahey, economista da Decision Economics, em Nova York.

Dados revisados do governo também mostraram que a produtividade do trabalhador no terceiro trimestre aumentou 6,3 por cento, taxa anual, o maior aumento desde o terceiro trimestre de 2003 e acima das expectaticas iniciais do governo de 4,9 por cento.

O custo unitário do trabalho, uma medida de inflação e de pressões de lucros examinada de perto pelo Fed, foi revisado mostrando uma queda de 2,0 por cento no terceiro trimestre, maior declínio em quatro anos. A previsão era de queda de 1,0 por cento, frente à divulgada inicialmente de 0,2 por cento.

Um relatório separado sobre o setor de serviços, que forma 80 por cento da economia norte-americana, mostrou que o crescimento em novembro diminuiu. O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) disse que seu índice caiu para 54,1 no último mês, frente a 55,8 em outubro.

O governo também informou que novas encomendas à indústria do país subiram 0,5 por cento em outubro.