Sarkozy faz apelo para que guerrilha colombiana liberte reféns

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 08:22 BRST
 

Por Swaha Pattanaik

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu em uma mensagem de rádio e televisão que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada em 2002, assim como outros reféns.

"Eu tenho um sonho -- ver Ingrid com sua família para o Natal", disse ele, em mensagem transmitida pela televisão na madrugada desta quinta-feira e endereçada a Manuel Marulanda, líder das Farc.

"Sr. Manuel Marulanda, você pode tornar este sonho realidade, você pode salvar esta mulher, você pode mostrar ao mundo que as Farc compreendem imperativos humanitários. Sr. Marulanda, você tem uma responsabilidade pesada. Eu peço que você assuma isso."

A Colômbia propôs na terça-feira negociar diretamente com as Farc sobre os reféns, incluindo Betancourt, capturada durante sua campanha presidencial há quase seis anos, e três norte-americanos que trabalhavam no país.

O governo colombiano tem sido muito pressionado a chegar a um acordo para libertar os reféns, após o presidente Alvaro Uribe ter cancelado no mês passado as negociações que vinham sendo realizadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Vídeos com provas de vida dos reféns divulgadas pelo governo colombiano na semana passada provocaram desespero sobre a situação dos capturados. Um deles mostrava Betancourt muito magra e desanimada, em sua prisão secreta na selva.

Em uma mensagem de rádio separada, também transmitida na madrugada, Sarkozy declarou seu apoio aos reféns, especialmente Betancourt.

"Os documentos que foram recentemente publicados nos tocou muito profundamente. Eles mostram o rosto de sofrimento. Eles revelam o espírito de desespero", disse o presidente da França, de acordo com a transcrição da mensagem divulgada por seu gabinete.

"A todos vocês, quero dizer que a França não os esquecerá. Nunca vamos esquecer vocês. Mesmo neste momento, a França está procurando formas de devolver a vocês a liberdade, para voltarem a suas famílias e suas vidas."