Para vice colombiano, não há risco de guerra com vizinhos

quinta-feira, 6 de março de 2008 07:40 BRT
 

BRUXELAS (Reuters) - O vice-presidente colombiano, Francisco Santos, disse na quinta-feira que não vê risco de guerra com a Venezuela e o Equador, apesar da mobilização militar gerada pelo ataque colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

"Não acho que haja risco de guerra. O governo colombiano tem sido muito claro que não usará a força", disse Santos em entrevista à Reuters durante visita a Bruxelas para encontros com autoridades da União Européia. "Não cairemos no jogo da provocação."

A Venezuela enviou tanques e forças aéreas e marítimas para a fronteira com a Colômbia na quarta-feira, no que classificou como ato defensivo após uma operação de forças colombianas matar um líder das Farc em território do Equador.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) adotou resolução na quarta-feira afirmando que a Colômbia violou a legislação internacional, mas não chegou a condenar o país pela ação.

Santos disse que a Colômbia tinha justificativa para realizar o ataque, pois pediu por várias vezes que o Equador e a Venezuela tomassem providências contra acampamentos das Farc em seus territórios.

A Colômbia pediu desculpas ao Equador pela invasão territorial, mas disse que a incursão era necessária pois suas tropas foram atacadas por guerrilheiros localizados no país vizinho.

Quito quer um pedido de desculpas mais enfático de Bogotá e garantias de que forças colombianas não entrarão novamente em território equatoriano.

Santos disse à Reuters que o governo colombiano está preparado para tomar novas medidas para resolver a situação, com a condição de que as Farc sejam impedidas de estabelecer acampamentos próximos à fronteira colombiana.

"O governo colombiano está pronto para fazer o que for necessário para resolver a situação, mas com uma condição clara, concreta e fundamental: que não exista apoio nem acampamentos do outro lado da fronteira", disse.

(Reportagem de William Schomberg)