CÂMBIO-Dólar segue mercado internacional e cai 0,44%

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 10:22 BRST
 

SÃO PAULO, 6 de dezembro (Reuters) - O dólar operava em baixa nesta quinta-feira, acompanhando o comportamento dos mercados internacionais após o corte do juro na Grã-Bretanha e antes do anúncio de um plano norte-americano para o setor de crédito imobiliário de alto risco (subprime).

Às 10h22, a moeda norte-americana BRBY caía 0,44 por cento, para 1,790 real. Na véspera, a menor aversão ao risco no exterior já havia ajudado o dólar a cair 0,61 por cento.

"Acho que nós vamos correr atrás das bolsas. Lá fora está tudo positivo", disse Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, em referência ao mercado europeu e aos índices futuros de Wall Street.

Um dos principais fatores que traziam ânimo em Nova York era a expectativa antes do anúncio de um plano do governo norte-americano para ajudar os proprietários de imóveis que foram afetados pela recente crise de crédito.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve detalhar o programa em discurso às 16h40 (horário de Brasília), após o fechamento do mercado brasileiro de câmbio.

"Isso ajuda diretamente a gente, porque cessa um pouco esse problema com os balanços de bancos", disse Battistel, em referência às perdas bilionárias que as instituições financeiras têm sofrido por causa de títulos ligados aos empréstimos imobiliários de maior risco.

Na Europa, a principal notícia era o corte do juro em 0,25 ponto percentual na Grã-Bretanha. Foi a primeira redução em mais de dois anos da taxa básica, que caiu para 5,5 por cento.

Na semana que vem, o Federal Reserve também deve reduzir o juro nos Estados Unidos. Com isso, a manutenção da Selic em 11,25 por cento no Brasil, anunciada na véspera pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ajuda a manter a tendência de queda do dólar --ainda que não esteja afetando diretamente esta sessão por já ser amplamente esperada pelo mercado.

"A tendência continua sendo de atrair capital estrangeiro" em busca do rendimento mais alto pago pelos papéis brasileiros, explicou Battistel.

Apesar da queda, o mercado de câmbio tradicionalmente fica mais volátil no final do ano por conta de remessas de lucros e do aumento sazonal das importações. Isso pode, como em outras sessões, frear a baixa do dólar ao longo do dia.

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Renato Andrade)