Expansão de gastos com tecnologia será menor em 2008, prevê IDC

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 11:12 BRST
 

Por Daisuke Wakabayashi

SEATTLE, Estados Unidos (Reuters) - O crescimento nos gastos mundiais com tecnologia vai desacelerar ano que vem, prejudicado por uma redução no ritmo da economia dos Estados Unidos que pode restringir o investimento em hardware, afirmou o grupo de pesquisa de mercado IDC na quinta-feira, em um relatório com suas previsões para 2008.

O IDC estima que os gastos mundiais com tecnologia avancem entre 5,5 e 6 por cento em 2008, ante os 7 por cento deste ano. O crescimento nos investimentos dos Estados Unidos se reduzirá para 3 a 4 por cento no ano que vem, ante 6,6 por cento em 2007, informou a IDC.

As empresas de tecnologia direcionarão suas atividades aos mercados emergentes de crescimento mais rápido e às companhias de pequeno e médio porte, para compensar a queda no crescimento dos gastos norte-americanos, previu o IDC, e em alguns casos terão de fazer aquisições a fim de ingressar em setores promissores.

Frank Gens, vice-presidente sênior de pesquisa do IDC, disse que líder entre os serviços de busca na Web, o Google, poderia cimentar sua posição no mercado de pequenas e médias empresas por meio de uma aquisição da SalesForce ou da Intuit, duas empresas com fortes aplicativos de negócios disponíveis via Web.

"O Google quer uma porta de entrada no mercado de pequenas e médias empresas", disse Gens, que espera que esse segmento eleve seus investimentos em tecnologia por entre oito e 10 por cento em 2008.

Os analistas do IDC previram corretamente no ano passado que grandes grupos de software como Oracle e SAP iriam comprar produtoras de software de informações empresariais como a Hyperion Solutions e a Business Objects.

O IDC considera que as grandes produtoras de software podem tomar por alvo de aquisição de empresas em mercados emergentes, como a brasileira Datasul, a chinesa Kingdee e a indiana 3i Infotech .

Posições nesses mercados seriam cruciais porque a IDC considera que os investimentos em tecnologia no Brasil, Rússia, Índia, China e outros nove países emergentes, entre os quais Polônia e México, crescerão em 16 por cento em 2008.