6 de Junho de 2008 / às 21:37 / 9 anos atrás

Bolsas dos EUA despencam com saltos do desemprego e petróleo

Por Kristina Cooke

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas norte-americanas despencaram nesta sexta-feira, marcando o pior dia do Dow em 15 meses, após o governo mostrar que a taxa de desemprego em maio teve o maior salto em 22 anos e os preços do petróleo atingirem um novo recorde, renovando os temores de que a economia dos Estados Unidos pode enfrentar uma estagflação, como ocorrido nos anos 1970.

O índice Dow Jones registrou uma série de números negativos. O índice caiu 3,13 por cento, a 12.209 pontos, sua maior queda desde fevereiro de 2007. Na semana, o Dow perdeu 3,5 por cento. Todos os 30 componentes do Dow fecharam a sexta-feira em queda.

Apenas 18 ações do Standard & Poor's 500 fecharam no azul. O índice despencou 3,09 por cento, para 1.360 pontos.

O Nasdaq perdeu 2,96 por cento, a 2.474 pontos.

Os dados sobre emprego e petróleo espantaram os investidores, que correram para o seguro terreno dos bônus do governo, diante das preocupações de que os lucros corporativos continuarão afetados por mais tempo do que o previsto.

Os preços do petróleo saltaram 11 dólares --a maior alta diária em dólar já registrada-- alimentando preocupações sobre a inflação e o poder de gasto dos consumidores, componentes chaves para o crescimento econômico. O petróleo atingiu um novo recorde com a fraqueza do dólar e tensões no Oriente Médio.

A General Electric e outros termômetros da economia caíram após o Departamento de Trabalho reportar que a taxa de desemprego de maio subiu para 5,5 por cento --seu maior nível desde outubro de 2004. O relatório mostrou que a economia perdeu empregos pelo quinto mês consecutivo.

Analista afirmaram que a queda do crescimento com as pressões de alta dos preços, que leva a estagflação, pode atar as mãos do Federal Reserve à medida que este tenta reerguer a economia.

"Este é o pior ambiente econômico", disse Dave Rovelli, diretor-gerente de operações de ações norte-americanas na Canaccord Adams em Nova York. "Eu não vejo como isto pode não ser uma estagflação".

As ações da GE, um produtor diversificado, tiveram o pior desempenho do S&P 500, caindo 3,4 por cento para 30,02 dólares na Bolsa de Nova York. Os papéis da fabricante de aviões Boeing tombaram 5,4 por cento, para 73,16 dólares.

As companhias de serviços financeiros foram outras que sofreram. As ações da seguradora American Internacional Group caíram 6,8 por cento, para 33,93 dólares. O índice financeiro da S&P perdeu 5 por cento.

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