Ações financeiras se recuperam na Ásia depois de venda forte

terça-feira, 6 de novembro de 2007 07:45 BRST
 

Por Ian Chua

HONG KONG (Reuters) - A maior parte das ações de instituições financeiras negociadas na Ásia se estabilizou na terça-feira depois da grande venda de papéis ocorrida na véspera, mas as persistentes preocupações sobre possíveis consequências dos problemas no segmento de crédito mantiveram os ganhos restritos.

As modestas altas nos mercados de ações contiveram o avanço do iene e também ajudou o petróleo a recuperar a tendência de alta. O barril chegou a ser negociado a 95 dólares, próximo ao valor recorde de 96,24 dólares registrado no dia 1o de novembro.

Mas os investidores continuam preocupados depois que o Citigroup afirmou que pode amargar perdas de até 11 bilhões de dólares referentes a operações no segmento de financiamento imobiliário de alto risco.

O índice Nikkei da bolsa de valores de Tóquio abriu a sessão em alta, mas não conseguiu sustentar o movimento, fechando os negócios com leve desvalorização de 0,12 por cento, aos 16.249 pontos, o menor patamar de fechamento em sete semanas.

O índice MSCI, que mede o comportamento dos demais mercados da região Ásia-Pacífico, subia 1,02 por cento, por volta das 7h16 (horário de Brasília), para 565,97 pontos.

O indicador registrou desvalorização de 2,1 por cento na véspera e acumula perda de 4,5 por cento em relação ao pico histórico registrado em 1o de novembro.

Investidores viram oportunidades de compra em algumas blue-chips do setor bancário, que foram fortemente atingidas pelo movimento de queda da sessão de segunda-feira.

Os papéis do Westpac Banking Group da Austrália e o sul-coreano Kookmin Bank subiram mais de 1 por cento. O japonês Mitsubishi UFJ avançou 0,3 por cento.   Continuação...

 
<p>Painel em edif&iacute;cio comercial mostra a cota&ccedil;&atilde;o de fechamento das a&ccedil;&otilde;es de diferentes preg&otilde;es, em Hong Kong. Os mercados acion&aacute;rios asi&aacute;ticos fecharam em queda nesta segunda-feira, influenciados pelo comportamento das a&ccedil;&otilde;es do setor financeiro por conta das persistentes preocupa&ccedil;&otilde;es com cr&eacute;dito. Photo by Reuters</p>