6 de Novembro de 2007 / às 11:57 / em 10 anos

Produção cai mas indústria segue tendência de expansão

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção industrial brasileira amargou uma queda de 0,5 por cento em setembro, mas economistas entendem que o movimento não representa uma mudança na trajetória de expansão do setor em 2007.

“A queda de setembro vem após vários meses de crescimento contínuo. Isso é uma acomodação. É natural que um processo sucessivo de crescimento tenha um momento de acomodação”, afirmou Isabella Nunes, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), responsável pelo levantamento.

Analistas já esperavam uma desaceleração na atividade industrial, depois do avanço de 1,3 por cento em agosto, mas o desempenho acabou ficando aquém das expectativas. A mediana das previsões coletadas pela Reuters apontava para um avanço de 0,10 por cento na produção. A queda verificada foi a maior desde setembro do ano passado, quando a produção mensal caiu 0,6 por cento.

O menor número de dias úteis em setembro frente a agosto foi um fator que contribuiu para a queda da atividade industrial.

“Foi um mês magro. A diferença de dias (quatro) foge ao comportamento padrão”, afirmou Nunes do IBGE.

“A queda de setembro é vista como pontual e não altera a expectativa de manutenção de um quadro de atividade econômica aquecida, impulsionada, sobretudo, pela demanda interna”, afirmou a Tendências Consultoria em nota.

ANO FORTE

Apesar da freada, a produção em setembro ficou 5,6 por cento acima do verificado no mesmo período do ano passado. No ano, o ganho é de 5,4 por cento, e nos últimos 12 meses a produção do setor acumula alta de 4,8 por cento.

“A tendência para o ano nao mudou. A indústria cresce forte... A produção de bens de capital... continua mostrando crescimento robusto. Isso confirma que o movimento notado desde o início do ano não era fogo de palha”, afirmou Sérgio Vale, economista da MB Associados.

De agosto para setembro, o único segmento que apresentou aumento de produção foi o de bens de capital, com alta de 1,4 por cento. A atividade neste setor é um importante indicador de investimentos do setor.

Na comparação com setembro do ano passado, a produção de bens de capital subiu 21,9 por cento.

“A produção de bens de capital mostra expansão vigorosa... num sinal de que os empresários estão investindo porque acreditam na continuidade da expansão econômica”, afirmou Thais Marzola Zara, economista da Rosenberg & Associados.

Reportagem adicional de Angela Bittencourt

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