6 de Janeiro de 2008 / às 16:07 / 10 anos atrás

Medo de desaceleração deve tornar mercado volátil nesta semana

Por Jeremy Gaunt

LONDRES (Reuters) - A alta volatilidade em ações, bônus e moedas não será surpresa nesta semana, em meio à grande ansiedade entre os investidores globais com o risco de turbulências econômicas e financeiras.

As profundas preocupações que assombraram os mercados na maior parte do segundo semestre de 2007 --desaceleração de algumas economias, projeções menores de lucros corporativos, alta do petróleo e a evaporação do crédito-- não apenas continuaram, como em alguns casos ficaram piores.

O medo de uma forte desaceleração ou mesmo uma recessão nos Estados Unidos aumentou na semana passada com a piora do setor de manufaturas e do mercado de trabalho. O setor de serviços também se deteriorou, mas não muito.

Isso tudo deve deixar a primeira semana completa de negócios em 2008 dominada pelo nervosismo dos investidores.

"Os mercados ainda não têm uma visão clara sobre o que está por vir", disse Audrey Childe-Freeman, economista da CIBC World Markets. "Essa é a receita para a continuação da volatilidade."

Um olho vai continuar sobre os mercados de crédito, que secaram no ano passado. Mas a apreensão com a economia provavelmente vai ser a principal preocupação. Na semana passada, por exemplo, o esforço dos investidores para começar o ano com tom positivo foi abalado pelos dados surpreendentemente fracos sobre o setor manufatureiro nos Estados Unidos.

Outro fator que pode conter alguns investidores é a cautela com a temporada de divulgação dos resultados corporativos do quarto trimestre de 2007. Na quarta-feira, uma prévia do que pode ser visto será dada pela produtora de alumínio Alcoa.

Já os mercados de câmbio terão foco sobre os juros. Tanto o Banco da Inglaterra quanto o Banco Central Europeu (BCE) se reúnem na quinta-feira para decidir sobre as taxas, e os investidores aguardam as decisões para saber se o dólar vai manter a trajetória de forte queda.

O BCE deve manter os juros em 4 por cento, mas tem estado relativamente propenso a um aperto monetário. Há alguma chance de corte dos juros, porém, na Inglaterra. Isso poderia afundar ainda mais a libra em relação ao euro.

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