Promotores pedem 13 anos de prisão a ex-presidente da Parmalat

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 16:41 BRT
 

MILÃO, 6 de outubro (Reuters) - Promotores italianos pediram pena de prisão por 13 anos para o antigo presidente da companhia de alimentos Parmalat (PLT.MI: Cotações) nesta segunda-feira, depois do colapso da companhia em 2003, em um dos maiores escândalos financeiros da Europa.

O executivo Calisto Tanzi está entre oito antigos executivos e banqueiros envolvidos no processo em Milão. A promotoria afirmou que Tanzi era "o centro, que cobriu a todos" no caso.

Os promotores pedem penas que vão de três anos e seis meses a seis anos de detenção para os outros acusados, incluindo três antigos executivos do Bank of America (BAC.N: Cotações).

Eles também pedem uma multa de 300 mil euros (408 mil dólares) e o confisco de 600 mil euros da auditoria Italaudit, cujo nome anterior era Grant Thornton.

Esta é a primeira vez que os promotores desse processo recomendam a prisão de Tanzi. Um veredito ao caso não é esperado em meses.

A Parmalat sucumbiu em 2003 com um rombo de 14 bilhões de euros em sua contabilidade. Seus problemas atingiram as economias de mais de 100 mil pequenos investidores.

O julgamento principal sobre o colapso começou na cidade de Parma, próxima à sede da Parmalat, em março.

A empresa passou por uma reestruturação e voltou à bolsa de Milão em 2005.

(Por Ian Simpson)