6 de Outubro de 2008 / às 21:05 / 9 anos atrás

BOVESPA-Recessão global dá as caras e pânico arrasa índice

(Texto atualizado com mais informações e números oficiais de fechamento da bolsa)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 6 de setembro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo enfrentou uma das piores sessões de sua história nesta segunda-feira, tendo que interromper os negócios duas vezes para conter o pânico dos investidores com o fantasma de uma recessão global.

Depois de ter chegado a desabar mais de 15 por cento, o que não acontecia há uma década, o Ibovespa .BVSP suavizou parcialmente o movimento na última hora, após o anúncio de novas medidas anticrise do governo brasileiro e de Wall Street também amenizar o pessimismo.

No final, o Ibovespa .BVSP diminuiu a queda para 5,43 por cento, para 42.100 pontos, o que não foi suficiente para impedir que o principal índice da bolsa paulista retornasse ao menor patamar desde março de 2007.

A forte volatilidade calibrou o giro financeiro para 5,27 bilhões de reais, mesmo num pregão em que os negócios ficaram suspenSos por mais de uma hora e meia devido à intervenção do circuit breaker.

Não bastasse o temor de quebradeira no sistema financeiro norte-americano, não estancado nem com a aprovação a um pacote de socorro na sexta-feira, os investidores abriram a semana tendo enfrentando duas novidades ainda piores: contaminação da crise na Europa e sinais cada vez mais evidentes de que a crise vai provocar recessão em 2009.

O socorro costurado no domingo pelo governo alemão para salvar a Hypo Real Estate da insolvência não conseguiu dispersar a crise de confiança do mercado com os bancos, setor que arrastou o principal índice acionário da região para uma queda recorde de mais de 7 por cento.

Em Wall Street, o índice Dow Jones .DJI desabou 3,58 por cento, caindo para o menor patamar em quatro anos.

Simultaneamente, Morgan Stanley e UBS Pactual engrossaram a fila dos bancos que já enxergam uma recessão global cada vez mais palpável em 2009.

Como desdobramento dessa análise, o banco suíço reduziu as previsões para os preços de commodities e, consequentemente, o preço-alvo das ações ligadas a metais e petróleo.

"A revisão para baixo dos preços das commodities e do crescimento global eram as últimas peças que faltavam para caracterizar o novo mundo menos positivo", disse Ronaldo Patah, superintendente de renda variável da Unibanco Asset Management.

Usiminas (USIM5.SA) refletiu o estado de espírito dos investidores diante desse cenário, desabando 11,1 por cento, a 30,50 reais, seguida por Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3.SA), que mergulhou 8,4 por cento, para 32,69 reais. Vale (VALE5.SA) perdeu 6,7 por cento, valendo 26,99 reais.

Pressionada pela queda do preço do barril de petróleo CLc1 ao menor patamar em oito meses, Petrobras (PETR4.SA) cedeu 3,2 por cento, para 30 reais.

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