6 de Outubro de 2008 / às 21:20 / em 9 anos

Crise faz PETROBRAS reavaliar Plano Estratégico 2009-2013

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 6 de outubro (Reuters) - O agravamento da crise financeira fará a Petrobras (PETR4.SA) avaliar o impacto que a redução de crédito no mundo poderá ter sobre o Plano Estratégico 2009-2013, que está sendo finalizado para divulgação no fim de outubro.

De acordo com o gerente executivo de Engenharia da estatal, Pedro Barusco, ainda não há definição se o plano será ou não revisto, ou se a previsão de divulgação no final de outubro será alterada.

“A crise é muito recente, estamos encerrando o plano estratégico um trabalho de 3, 4 meses, e quando você termina o trabalho tem o estouro da crise...obviamente vamos reanalisar o impacto”, disse Barusco a jornalistas em coletiva para divulgar o batismo da plataforma P-51, na terça-feira, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele informou que a crise ainda não afetou as encomendas de equipamentos da empresa, mas prevê que algum impacto deverá ocorrer.

“Essa crise é muito maior do que outras que já vivemos, com certeza vamos ter alguma consequência, algum ajuste, alguma correção de percursso”, explicou.

O Plano Estratégico da companhia para o período 2008-2012 previa investimentos de 112,4 bilhões de dólares e seria revisto para cima a fim de incorporar os volumosos investimentos que serão necessários para a exploração da área do pré-sal.

Barusco evitou comentar qual o preço do petróleo que será utilizado no novo plano diante de tantas incertezas, mas de acordo com o gerente executivo de Exploração e Produção da empresa, José Figueiredo, o valor de 35/40 dólares utilizado no plano anterior já foi abandonado.

“Devemos fazer um pequeno ajuste para cima, mas abaixo de 80 dólares (o barril)”, disse Figueiredo, citando o patamar atual da commodity.

Os executivos participam na terça-feira do batismo da plataforma P-51, a primeira totalmente construída no Brasil, apesar de importar algumas peças, e que terá como madrinha a primeira-dama, Marisa Letícia. A plataforma custou 1 bilhão de dólares à companhia, 200 milhões de dólares a mais do que a projeção inicial e terá conteúdo 75 por cento nacional.

“O projeto teve ajustes por dois fatores, dólar e preço do aço”, disse Barusco, explicando que o contrato foi fechado com o dólar a 2,98 reais e a obra foi finalizada com dólar a 1,60 reais.

A plataforma será instalada no campo de Marlim Sul, na bacia de Campos, e quado atingir o pico, em 2010, vai produzir 180 mil barris diários de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural, sendo que 1 milhão será reinjetado para aumentar a produtividade do campo.

Este ano a unidade produzirá apenas 20 mil barris diários a partir do final do ano, quando entra em operação, volume que vai ajudar a companhia a atingir produção “de mais de 2 milhões de barris diários no final de 2008”, afirmou Figueiredo.

“Antes do Natal teremos o primeiro óleo da P-51”, informou Figueiredo, afirmando que a plataforma Cidade Niterói, no campo de Mrlim Leste, entra em operação na primeira quinzena de janeiro de 2009 e a plataforma Cidade de São Mateus, na bacia do Espírito Santo, no primeiro trimestre de 2009.

Edição de Marcelo Teixeira

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