BOLSA EUA-Wall St afunda com temores sobre crédito e recessão

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 18:12 BRT
 

(Texto atualizado com mais informações e comentários de analista)

Por Kristina Cooke

NOVA YORK, 6 de outubro (Reuters) - As bolsas norte-americanas despencaram pela quarta sessão consecutiva nesta segunda-feira, deixando o Dow abaixo de 10 mil pontos pela primeira vez em quatros anos, com temores de que a economia global está caminhando para uma recessão apesar dos esforços para conter o rápido avanço da crise financeira.

O índice Dow Jones .DJI perdeu 3,58 por cento, a 9.955 pontos. O Standard & Poor's 500 .SPX desabou 3,85 por cento, a 1.056 pontos. O Nasdaq .IXIC mergulhou 4,34 por cento, a 1.862 pontos.

As fortes quedas vieram na primeira sessão completa desde que o Congresso aprovou o socorro de 700 bilhões de dólares no setor financeiro, com os empréstimos virtualmente paralisados e investidores mudando o foco para a degradação da perspectiva econômica e dos lucros corporativos.

Mas o mercado devolveu quase metade das perdas na última hora de negócios, com operadores especulando que as quedas podem levar a uma resposta global coordenada para descongelar os mercados de créditos. O índice do setor financeiro do S&P .GSPF, que despencou mais de 8 por cento durante o dia, fechou em queda de 4,2 por cento.

O setor de energia recuou com os preços do petróleo caindo abaixo de 88 dólares por barril com expectativas de que uma recessão atingiria a demanda global por combustível.

A queda de Wall Street foi parte de uma deterioração global, que levou a interrupções temporárias na Rússia, Brasil e Peru. O resgate emergencial de dois grandes bancos europeus e as ações de diversos governos europeus para garantir depósitos bancários intensificaram os temores de que a crise de crédito não pode ser contida.

"Nós estamos claramente na zona de pânico agora. Nós passamos de tendência de baixa para pânico", afirmou John Schloegel, vice-presidente de estratégias de investimentos para Capital Cities Asset Management.

"Nós superamos o pacote agora e estamos focados nos fundamentos e os fundamentos não parecem bons. As pessoas estão começando a se agarrar nos resultados do terceiro e quarto trimestres."