Acionista quer que CCR invista em infra-estrutura no país

segunda-feira, 7 de abril de 2008 14:18 BRT
 

Por Maurício Savarese

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa portuguesa Brisa, sócia da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), influirá para a empresa brasileira investir em projetos de infra-estrutura além das licitações de estradas no país, disse na sexta-feira o vice-presidente de Finanças da companhia européia, João Azevedo Coutinho, em entrevista por telefone.

Durante o Reuters Latin America Investment Summit, Azevedo Coutinho afirmou que a empresa concessionária, na qual a Brisa tem uma fatia de 17,90 por cento, deve diversificar seus interesses, assim como o grupo faz em Portugal.

Além de ser líder nacional em volume de tráfego no Brasil, a CCR, cujo controle a Brisa divide com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Serveng, participa apenas de um projeto do tipo atualmente: a linha amarela do metrô paulistano, com uma fatia de 58 por cento.

"A estratégia que a CCR vai ter no Brasil é muito semelhante à estratégia que a Brisa tem no seu próprio mercado", afirmou o executivo na entrevista.

"Entendemos que temos de diversificar no nosso próprio mercado para outras infra-estruturas de transporte... Em Portugal, a Brisa já está participando da privatização do aeroporto de Lisboa e já mostramos interesse na linha de ferrovias de alta velocidade. A CCR deve ter uma estratégia semelhante", completou ele.

Azevedo Coutinho afirmou que apesar da disposição da concessionária em diversificar os negócios, o foco continuará em rodovias, com especial atenção para as próximas licitações de estradas federais e paulistas. Hoje a CCR administra 1.452 quilômetros de rodovias nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

"Estamos atentos e temos interesse em tudo que for licitado", disse o executivo, sem explicitar quais rodovias atraem mais interesse nem o tamanho dos investimentos que a CCR faria em meio à competição cada vez mais acirrada com a espanhola OHL, vice-líder do mercado nacional.

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