BOLSA ÁSIA-Índices sofrem fortes quedas puxadas por exportadores

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 07:54 BRT
 

Por Kevin Plumberg

HONG KONG, 6 de outubro (Reuters) - Os mercados acionários na Ásia fecharam em queda de cerca de cinco por cento nesta segunda-feira, pressionados por companhias exportadoras. O iene disparou para o maior valor contra o euro em dois anos conforme investidores duvidam da eficácia da resposta européia à crise financeira e do pacote dos Estados Unidos de resgate do sistema bancário do país.

A necessidade de estabilidade acabou puxando para cima os preços dos títulos do governo dos EUA e do Japão, especialmente depois do relatório divulgado na sexta-feira que mostrou que a economia norte-americana fechou em setembro o maior número de postos de trabalho em cinco anos e meio.

O índice Nikkei .N225 da bolsa de valores de TÓQUIO encerrou os negócios desta segunda-feira com queda de 4,25 por cento, aos 10.473 pontos, o menor fechamento desde fevereiro de 2004. Setores que lucram basicamente com exportações, como de equipamentos eletrônicos, maquinário e montadoras de veículos, puxaram o índice para baixo.

O indicador MSCI que reúne os principais mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão .MIAPJ0000PUS despencava 6,6 por cento às 7h41 (horário de Brasília), para o patamar mais baixo desde dezembro de 2005.

O índice Hang Seng .HSI, de HONG KONG, teve queda de 4,97 por cento, com as ações da China Mobile (0941.HK: Cotações), do China Construction Bank (0939.HK: Cotações) e do HSBC (0005.HK: Cotações) apresentando as maiores baixas.

"Não há nada positivo lá fora. Os dados são ruins nos Estados Unidos, a Europa está mal, o Japão também, e a China está provavelmente desacelerando" disse David Spry, gerente de pesquisa da corretora FW Holst em Melbourne, na Austrália.

O índice KOSPI .KS11, da bolsa de SEUL, fechou com desvalorização de 4,3 por cento, puxado por ações da Samsung (005930.KS: Cotações) e da Posco (005490.KS: Cotações), quarta maior siderúrgica do mundo e alvo de desvalorização de 7,7 por cento nesta segunda-feira.

O mercado coreano foi um dos mais fortemente atingidos por uma venda generalizada de investidores estrangeiros que correram para longe de riscos no mercado asiático. O déficit em conta corrente crescente do país desanima participantes do mercado e notícias de que bancos locais estão com problemas para garantir empréstimos em moeda estrangeira acrescentaram desconfianças quanto à quarta maior economia da região.   Continuação...