6 de Maio de 2008 / às 17:03 / em 9 anos

TIM vai promover reestruturação para reverter queda no resultado

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A TIM Participações contratou uma consultoria para ajudá-la em uma reestruturação que permita aumento da eficiência e corte de custos, diante dos resultados abaixo da expectativa nos três primeiros meses do ano.

A TIM preferiu não divulgar o nome da consultoria, mas, segundo Mario Cesar de Araujo, presidente da operadora, trata-se de "uma empresa de renome". As ações da TIM lideravam as perdas do Ibovespa, recuando às 13h54 mais de 7 por cento.

A companhia encerrou o trimestre passado com um prejuízo mais que cinco vezes maior o registrado no mesmo período de 2007: 107,93 milhões de reais. Além disso, a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em 17,9 por cento contra 23,4 por cento um ano antes.

A idéia, segundo Araújo, é promover uma revisão em todos os processos "para tornar a empresa mais ágil, otimizar e reduzir custos".

De acordo com o executivo, o foco da reestruturação não é cortar postos de trabalho, "mas essa é uma possibilidade que pode surgir com esse trabalho", destacou.

A TIM também informou que fará uma remodelagem de seus canais de televendas para que se tornem mais seletivos, depois de uma estratégia de forte agressividade adotada desde o segundo semestre de 2007 e que resultou em um aumento da inadimplência.

Segundo Araujo, a companhia quer que as equipes promovam um controle maior do crédito e também sejam preparadas para vender os serviços da chamada convergência, ou seja, além do celular com serviços de voz, também pacotes de dados e acesso à Internet, recursos que a companhia passa a destacar com a terceira geração de telefonia móvel, lançada pela TIM em 16 de abril.

No trimestre encerrado em março, a provisão para devedores duvidosos (PDD) da TIM atingiu 271,7 milhões de reais, equivalente a 9,6 por cento da receita líquida de serviços. A meta da operadora, segundo o presidente, é chegar ao final do ano com um índice médio de PDD de seis por cento da receita de serviços.

Contribuindo ainda para a queda nas ações, a companhia revisou meta de crescimento da receita líquida no ano, antes de 12 por cento, para em torno de nove por cento sobre 2007.

"Mantivemos as demais projeções inalteradas", salientou Araujo. A empresa espera manter a margem Ebitda, por exemplo, acima de 23 por cento das receitas este ano.

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