March 6, 2008 / 7:44 PM / in 9 years

Fusão une sete empresas de tecnologia do país na Virtus

4 Min, DE LEITURA

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 6 de março (Reuters) - Sete empresas de médio porte do país anunciaram nesta quinta-feira fusão de seus negócios em uma única companhia especializada na produção de software e serviços que ajudam empresas a administrar melhor seus recursos de tecnologia da informação.

Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire e Volans juntaram-se na Virtus, consolidando carteira de 1.000 clientes --como bancos e redes de varejo-- cerca de 800 funcionários e faturamento combinado em 2007 de aproximadamente 80 milhões de reais.

"Não é projeto de sobrevivência, é de crescimento. Todas as empresas geram caixa", afirmou a jornalistas o vice-presidente da divisão de software da Virtus, Moyses Rodrigues.

A nova empresa evitou fazer projeções de faturamento este ano, mas o presidente, André Fonseca, afirmou que uma cifra de "100 milhões de reais é um número possível".

A companhia tem entre seus acionistas o braço de investimentos da gigante norte-americana dos chips Intel (INTC.O), a Intel Capital, e a Ideiasnet IDNT3.SA, holding brasileira de participações que possui investimentos em várias empresas de tecnologia do país. E entre seus rivais estão multinacionais do porte de IBM (IBM.N), Hewlett-Packard (HPQ.N) e Computer Associates CA.N, que desenvolvem softwares e serviços que atendem a necessidades específicas de empresas.

Entre os produtos da Virtus, criado pela Biosalc, está um sistema que ajuda a maximizar a produção de campos de cultivo. Por meio de fotografias aéreas, o sistema calcula a distância ideal entre as plantas, como cana-de-açúcar, soja ou laranja, de modo que um máximo de produção possa ser atingido em uma mesma área.

A fusão ressalta movimento de consolidação no fragmentado mercado de software brasileiro, que movimenta receitas de cerca de 1 bilhão de reais por ano geradas por encomendas de aproximadamente 17 mil empresas de médio e grande porte, segundo afirmou Fonseca.

Entre os casos significativos de consolidação mais recentes estão a Totvs TOTS3.SA, formada em 2005 pela junção de Microsiga e Logocenter; e união no ano passado da Telefutura com a Tivit, que herdou o nome desta última.

No caso da Virtus, o processo de união vai envolver a gestão de nove escritórios no país e três centros de pesquisa e desenvolvimento das sete empresas, a sede ficará em São Paulo. Demissões não são planejadas, disse Fonseca, ressaltando que a empresa está contratando profissionais.

Segundo o presidente da Virtus, a companhia foi fundada sem injeção de capital, mas a idéia é avaliar opções de financiamento, incluindo uma eventual oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês).

"O foco agora é executar a integração. O sucesso disso vai abrir possibilidades de financiamento e um IPO é uma opção", afirmou Fonseca.

Edição de Cláudia Pires

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