Boom da construção civil faz Tigre criar empresa de acessórios

segunda-feira, 7 de abril de 2008 12:38 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Tigre, companhia brasileira que atua no mercado de tubos e conexões, anunciou nesta segunda-feira que decidiu investir 25 milhões de reais para criar uma empresa independente para atender à crescente demanda no segmento de acessórios para banheiros e lavanderias.

Apesar de manter o projeto desde o anos de 1980, o crescimento de aproximadamente 20 por cento ao ano nas vendas desses itens nos últimos anos e o aquecimento do setor de construção civil motivaram a companhia a implementar o projeto, segundo a empresa.

Para isso a Tigre criou a Silver, da qual controla 100 por cento, e cuja primeira marca de produtos será a Plena, com uma família de espelheiras, sanitários e tanques.

As vendas desses produtos representaram algo como 66 milhões de reais para a empresa no ano passado, mas a estimativa da Silver é que a linha Plena supere os 70 milhões de reais em 2008 e chegue a 100 milhões de reais em 2009.

"Tínhamos dúvidas sobre o bem e o mal que a marca Tigre trazia para essa linha de produtos. Sentimos que era hora dessa área ter uma marca própria", explicou Evandro S'Antanna, diretor da Silver, nesta manhã, durante entrevista coletiva com jornalistas.

A Silver é sediada em Pouso Alegre, Minas Gerais, onde a companhia encontrou o que definiu como equilíbrio entre clientes e fornecedores, e onde foi montada também a fábrica da linha Plena. A Silver nasce com 450 empregados, dos quais menos de 10 por cento são egressos da Tigre, com maior parte da mão de obra sendo local, apontou S'Antanna.

No início de março, a agência de classificação de risco Moody's afirmou que prevê sólido crescimento do setor de construção civil do Brasil nos próximos anos, favorecido por expansão econômica, taxas de juros estáveis e oferta de financiamentos cada vez mais amplo.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), as vendas internas do setor no primeiro bimestre saltaram 31,7 por cento em relação ao mesmo período do ano passado e a previsão para o primeiro semestre é de evolução de 17 a 18 por cento na mesma comparação.

(Por Taís Fuoco)