April 7, 2008 / 6:50 PM / 9 years ago

TAP vê África como possível vetor de crescimento

4 Min, DE LEITURA

Por Patrícia Vicente Rua

LISBOA (Reuters) - A África pode vir a se tornar um novo 'vetor' de crescimento da companhia aérea TAP-Portugal, que definiu o mercado africano e o brasileiro como estratégicos, disse Fernando Pinto, presidente-executivo.

Em entrevista para o Reuters Latam Summit Investment, ele acrescentou que a TAP não prevê participação em novos movimentos de fusões e aquisições, já tendo consolidado sua posição no mercado interno com a compra da Portugália, em 2007.

"Hoje não há ainda uma decisão para criar um novo destino na África, mas o continente é estratégico para nós, assim como o Brasil, e a África pode vir a ser a grande fonte de continuidade de crescimento da TAP", apontou Fernando Pinto, em entrevista simultânea no Brasil e Portugal.

"Acabamos de criar uma direção de negócios para analisar em conjunto as estratégias para a África", acrescentou.

A TAP opera atualmente 66 vôos semanais para o Brasil e 41 para o continente africano.

Em 2007, o lucro da TAP subiu 349 por cento, para 32,8 milhões de euros, e os lucros operacionais aumentaram 16,1 por cento para 1,92 milhões de euros. O Ebitdar --geração de caixa medida antes de descontos por juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves-- cresceu 35,9 por cento, para 250 milhões de euros, e os resultados operacionais subiram 163 por cento, para 79 milhões de euros.

Investimentos

A compra de seis novos aviões, num investimento de cerca de 460 milhões de euros, que permitirão à empresa aumentar a oferta de assentos, o reforço de vôos para a Europa, Brasil e África, bem como a integração total da Portugália na TAP, deverão ajudar a companhia aérea a alcançar as metas para 2008.

Das seis aeronaves contratadas para este ano, quatro são A330, com 278 assentos e que vêm substituir antigos A310 com capacidade para 194 passageiros, e os dois restantes são A320 com 150 lugares.

"Inicialmente parece impossível atingir os 64 milhões de euros, mas estamos trabalhando nessa meta. Vamos receber mais aviões. No total, serão quatro aviões A330 para a frota de longas distâncias e mais dois A320 para a frota de média distância", explicou Fernando Pinto.

"Os principais investimentos da TAP para este ano são estes aviões. Na realidade são seis aviões para o ano todo, num total de 460 milhões de euros", pontuou.

O executivo explicou que não estão previstas novas rotas para este ano, apenas o reforço das existentes e a consolidação das já existentes, com previsão de aumento no número de passageiros transportados para 9 milhões contra os 8 milhões transportados em 2007.

Para este ano também está prevista a possível venda de parte das ações da VEM, empresa de manutenção que a Tap comprou da Varig e onde detém 90 por cento das ações.

O executivo não soube informar qual seria o percentual ofertado a terceiros, deixando claro apenas que a Tap não faz questão de manter o controle da companhia.

"Sempre foi nossa intenção ter parceiros estratégicos que nos tragam negócios, podem ser empresas aéreas ou não...não fazemos questão de ser majoritários", explicou.

A transportadora é atualmente a segundo maior exportadora do país e suas receitas correspondem por 1,14 por cento do PIB português.

Com reportagem adicional de Denise Luna, no Rio de Janeiro

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