7 de Agosto de 2008 / às 14:15 / em 9 anos

BB vê cobre e alumínio afetando próximos resultados da VALE

RIO DE JANEIRO, 7 de agosto (Reuters) - Se o níquel foi um dos vilões que no segundo trimestre ajudou a derrubar o lucro da Vale (VALE5.SA) em relação ao mesmo período do ano anterior, nos próximos exercícios a mineradora poderá sofrer com a tendência de baixa nos preços do alumínio e do cobre, avaliou um banco de investimento nesta quinta-feira.

Segundo relatório do BB Investimentos, o níquel, que participa com 16,4 por cento da receita da Vale, em 6 de agosto estava com uma cotação 63 por cento menor do que a de abril de 2007.

“O alumínio e o cobre ainda não apresentaram retração tão forte em seus preços, como a verificada com o níquel. Esse movimento é esperado para os próximos exercícios e tende a prejudicar os resultados da empresa”, afirmou o banco.

A Vale divulgou na noite de quarta-feira lucro de 4,5 bilhões de reais, queda de 21,7 por cento em relação a igual período do ano passado. A receita, no entanto, foi recorde, devido a preços e vendas maiores. [ID:nN06514538]

O resultado da empresa foi principalmente afetado pela valorização do real, que impactou negativamente a receita e os ativos da empresa no exterior, que aumentaram de peso depois da compra da canadense de níquel Inco.

Entretanto, o BB Investimentos se diz confiante no cenário para a Vale, apesar das dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia global. Segundo o relatório do banco, o fato de a China, maior cliente da mineradora brasileira, projetar crescimento de 8 por cento em 2008, abaixo dos índices que vinha registrando, não representa risco no curto prazo.

“A intenção de adotar medidas restritivas ao crescimento já era de conhecimento público, e os indicadores ainda permanecem em fortes níveis”, avaliou o relatório.

O fato de as concorrentes da Vale --BHP e Rio Tinto-- terem obtido maior ajuste no preço do minério de ferro para os contratos deste ano também indica, segundo o BB, que no próximo ano o aumento da commodity ainda será forte, “mesmo que abaixo dos níveis de 2008”, devido à manutenção da disparidade entre a oferta e a demanda.

O banco ressaltou que as ações da empresa estão depreciadas “oferecendo uma ótima oportunidade de investimento no médio prazo”.

De acordo com o relatório, um dos fatores que vem trazendo volatilidade aos papéis da mineradora é a expectativa sobre uma possível proposta de aquisição no mercado internacional, o que poderia prejudicar seus níveis de endividamento.

“Essa intenção foi sinalizada pela empresa como parte do plano de investimentos para os próximos anos”, destacou o documento.

Para o analista André Segadilha, da Prosper Corretora, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho operacional da Vale e, assim como o BB, considera que as perspectivas são favoráveis para a empresa devido à manutenção da demanda por minério de ferro nas principais economias emergentes.

Por volta das 11h10 (horário de Brasília), as ações preferenciais da Vale caíam 0,57 por cento, para 36,50 reais, enquanto o Ibovespa caía 0,65 por cento.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora

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