BNDES e fundos estão prontos para apoiar usina do Madeira--Dilma

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 15:09 BRST
 

Por Renata de Freitas

SÃO PAULO (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira que BNDES e fundos de pensão de estatais já estão prontos para garantir suporte financeiro ao grupo que vencer o leilão de concessão da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), que acontece na segunda-feira.

Dilma observou que os três consórcios inscritos na disputa são "robustos", com capacidade técnica e financeira. O primeiro projeto do Madeira tem investimentos estimados em 9,5 bilhões de reais, para instalar capacidade de 3.150 megawatts, com 44 turbinas. O BNDES financiará até 75 por cento do projeto.

A ministra evitou fazer projeções sobre o deságio que se possa esperar no leilão. O sistema será reverso, com o governo tendo estabelecido valor máximo de 122 reais o megawatt hora (MWh). Fonte de um dos consórcios afirmou à Reuters recentemente que o preço poderia cair até 100 reais.

"Temos um número suficiente de consórcios para ter competitividade, e são todos bem estruturados", disse a ministra a jornalistas, antes de participar de evento da Fundação Dom Cabral sobre empresas transnacionais. "Fizemos todo o trabalho para ter o melhor preço por MWh", acrescentou.

Cada um dos consórcios já conta com a participação de uma subsidiária da estatal Eletrobrás . Mesmo assim, a ministra informou que o apoio das estatais ao projeto Santo Antônio será organizado após o leilão.

Dilma reafirmou que a venda da concessão da segunda hidrelétrica do Madeira, o projeto de Jirau, está previsto para o primeiro semestre de 2008. O consórcio que levar o projeto de Santo Antônio sai com grande vantagem competitiva nessa disputa, na avaliação de especialistas.

A ministra também não demonstrou preocupação quanto a impedimentos judiciais para a realização do leilão de segunda-feira. Ela afirmou que a Advocacia Geral da União está preparada para cassar eventuais liminares. A organização Amigos da Terra ajuizou esta semana uma ação civil pública pedindo a suspensão do leilão.