Tarso admite plano B mas vê "impacto imprevisível" se CPMF cair

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 14:18 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu nesta sexta-feira que o governo está preparando um "plano B" para o caso de não conseguir a prorrogação da CPMF no Congresso, mas afirmou que as consequências do fim da contribuição são imprevisíveis.

"Se nós tirarmos 40 bilhões do Orçamento do ano que vem, certamente várias áreas serão prejudicadas, mas também o governo está trabalhando o seu plano B", disse Tarso a jornalistas, após assinatura de adesão da cidade do Rio de Janeiro ao Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania.

O prefeito do Rio, Cesar Maia, do partido oposicionista Democratas comemorou a declaração do ministro. Para Maia, que estava ao lado de Tarso, a existência de um "plano B" aumenta as chances de o Senado derrubar a renovação da CPMF.

"O ministro deu uma deixa... ele falou que tem um plano B. Pela primeira vez nós escutamos que há um plano B para o caso de não-aprovação da CPMF, é uma boa notícia para nós da oposição", disse Maia.

Tarso Genro, porém, repetiu o apelo do governo à responsabilidade dos senadores. "Eu acho que o impacto (do eventual fim da CPMF) é imprevisível, em particular para a segurança pública", disse "Acho que o Senado Federal vai compreender o que isso significa para o país."

Governo e oposição ainda contabilizam os apoios para a votação marcada para a próxima terça-feira, em primeiro turno no Senado. Para ser aprovada, a proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011 precisa do apoio de 49 senadores.