Confiança nos EUA só não é pior que na fase pós-Katrina

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 14:14 BRST
 

Por Pedro Nicolaci da Costa

NOVA YORK (Reuters) - A confiança do consumidor norte-americano diminuiu em dezembro pelo terceiro mês seguido, à medida que a crise no setor imobiliário e os preços altos da gasolina impuseram o humor mais negativo desde o período posterior ao furacão Katrina.

O índice Reuters/Universidade de Michigan, divulgado nesta sexta-feira, registrou leitura preliminar de 74,5 em dezembro, ante dado final de 76,1 em novembro e estimativa de 75,0 de economistas consultados pela Reuters.

Excluindo a leitura pós-Katrina de outubro de 2005, foi o pior índice em 15 anos.

A economia norte-americana vem sendo contaminada pela crise no setor imobiliário que afetou os ativos financeiros lastreados em hipotecas e prejudicou o sistema de crédito, ameaçando o crescimento.

A avaliação das condições atuais melhorou um pouco, mas as expectativas para o futuro se deterioraram e atingiram o menor patamar desde 1992.

No que parece ser um raio de esperança para o complicado setor imobiliário, os preços baixos das moradias parecem estar atraindo algum interesse. As intenções de compra de imóveis subiram pela primeira vez em seis meses.

Ainda assim, o relatório afirma que isso não deve se traduzir em uma recuperação no curto prazo. "Os consumidores vão continuar esperando até que qualquer nova redução dos preços pareça improvável", avaliou a pesquisa.

Nem todos os custos devem cair. Os consumidores acreditam que itens como alimentos e gasolina continuarão sendo um desafio para o bolso. As expectativas de inflação para o período de um ano subiram para 3,5 por cento, ante 3,4 por cento.