ESPECIAL-Web e mensagens impulsionam receita de celulares

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 17:30 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O uso do celular para trafegar dados, sejam mensagens de texto entre aparelhos ou até navegação na Internet, foi o item que mais se destacou na receita das operadoras de telefonia móvel no segundo trimestre.

Os números apresentados pelas companhias no Brasil mostram mudança nos hábitos dos usuários, que passam a utilizar o aparelho móvel com mais frequência para outros fins além da voz. Em alguns casos, como de Vivo e TIM, os dados já representam algo como 10 por cento da receita total de serviços.

O analista Júlio Puschel, do Yankee Group, lembra que "a voz tem se tornado commodity", à medida que os preços caem diante de alternativas como o uso do protocolo internet (IP). Por isso, é natural que as operadoras busquem outras formas de receita.

"Na telefonia móvel, a receita com voz ainda deve crescer por alguns anos, mas a tendência é que chegue à mesma situação da telefonia fixa", em que a receita de voz está em queda mês a mês, diz.

No caso da Oi, o salto na receita de dados sobre o segundo trimestre de 2007 foi de 97 por cento, passando de 66 milhões para 130,2 milhões de reais --valor que representou 8,3 por cento da receita na área móvel.

O avanço foi provocado, principalmente, pelo crescimento das trocas de mensagens entre usuários de pré-pago e das assinaturas de pacotes de dados da companhia.

Na Vivo, maior operadora de celular do país, os serviços de transmissão de dados ultrapassaram a barreira dos 10 por cento da receita total de serviços pela primeira vez.

No período entre abril e junho, a empresa gerou 351,9 milhões de reais com dados, cifra que foi 52,7 por cento maior que em igual intervalo de 2007. O montante equivaleu a 10,4 por cento da receita total, ante 7,8 por cento no mesmo trimestre do ano anterior, de acordo com o balanço.   Continuação...