7 de Novembro de 2007 / às 18:29 / 10 anos atrás

Mercado interno garante recordes a setor automotivo

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado interno aquecido levou as vendas do setor automotivo a superarem de janeiro de outubro deste ano o recorde registrado em todo o ano de 1997 e a previsão é de que também a produção encerre 2007 com pico histórico.

As vendas de veículos novos somaram 1,98 milhão de unidades nos 10 primeiros meses do ano, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta quarta-feira. O recorde anual do setor foi atingido em 1997, quando foram vendidos 1,94 milhão de carros no país.

"As vendas de automóveis continuam muito pautadas no crédito. É realmente um impulsionador deste setor, em meio à baixa inadimplência, de apenas 3,3 por cento", disse Jackson Schneider, presidente da Anfavea.

"Temos também a força do consumidor, com a melhora da renda, do emprego, e com os prazos maiores de financiamento para a compra de veículos."

A produção do setor acumula no ano 2,48 milhões de veículos, aproximando-se do recorde atingido em 2006, quando foram produzidos 2,61 milhões de carros.

A Anfavea repetiu as previsões de outubro, de que as vendas do setor crescerão 25 por cento neste ano sobre o anterior, para entre 2,40 milhões a 2,45 milhões de unidades. No caso da produção, a estimativa é de aumento de 13 por cento, chegando a 2,96 milhões de unidades.

Também foram recordes os dados de outubro do setor, com crescimento mensal na faixa de 18 a 20 por cento da produção e das vendas, após uma queda em setembro motivada por um menor número de dias úteis.

As vendas de máquinas agrícolas também tiveram recordes no mês passado e as vendas de automóveis biocombustíveis também se recuperaram do recuo pontual de setembro, atingindo o maior nível da série histórica.

LONGO PRAZO

Schneider acredita que o crescimento do setor deve se sustentar, apesar de prever uma desaceleração das taxas em 2008 em razão da forte base deste ano.

Ele alerta, no entanto, que alguns planos de investimentos por parte das montadoras podem ser prejudicados pela queda das exportações do setor em razão do dólar fraco.

"As empresas estão aumentando seus preços em dólar, para contrabalança a queda no volume das exportações. Os compradores aceitam isso até um certo ponto", disse ele, que recentemente entregou ao governo um estudo comparando a competitividade brasileira com a de outros países, entre eles os emergentes.

As exportações de veículos e máquinas agrícolas em valor acumulam no ano expansão de 6,8 por cento, enquanto as vendas externas de veículos em volume têm queda de 6,4 por cento no ano.

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