Braskem quer rever estrutura de preços da nafta com Petrobras

quarta-feira, 7 de maio de 2008 14:45 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Assim que finalizar a troca de ativos do grupo Ipiranga com a Petrobras, processo no qual esteve envolvida nos últimos meses, a Braskem, quer avançar nas discussões sobre o preço da nafta cobrada pela estatal.

Não é a primeira vez que a companhia de resinas fala em rever a relação de preços praticada pela Petrobras, mas, de acordo com José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, depois de finalizar a troca de ativos neste mês, a empresa pretende adotar "uma agenda mais estratégica" de discussões com a estatal de petróleo.

O executivo explicou que a Petrobras cobra, a partir do preço da nafta no mercado internacional e da cotação do dólar, um prêmio adicional, cujo montante ele afirmou que não pode revelar.

"Nos demais países, há um desconto sobre o preço do mercado internacional para os grandes compradores", comparou Grubisich. Segundo ele, com um consumo anual de 8,5 milhões de toneladas anuais de nafta, a Braskem acredita que seja "a maior cliente da Petrobras depois da BR Distribuidora".

Por isso, salientou o executivo, a empresa gostaria de ter "um tratamento compatível em relação aos nossos concorrentes por sermos um grande consumidor".

"Com a mudança de perfil do nosso lado, os avanços do etanol e a descoberta de novos campos de petróleo leve, temos uma combinação de cenários para uma discussão mais estruturada com a Petrobras para uma nova política de preços das matérias-primas", afirmou.

O executivo afirmou que espera "ter boas notícias para os clientes e os acionistas nos próximos trimestres".