GOL reduz plano de frota e elimina dividendos em 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 15:30 BRT
 

SÃO PAULO, 7 de agosto (Reuters) - A companhia aérea Gol (GOLL4.SA: Cotações) (GOL.N: Cotações) afirmou nesta quinta-feira que irá reduzir seu plano de frota para os próximos dois anos, numa medida para reduzir custos frente às fortes altas dos preços de combustíveis.

A empresa, cujos balanços têm sofrido desde que comprou a Varig, no ano passado, também afirmou que não irá pagar dividendos pelo resto de 2008 para liberar caixa para investimentos.

"A companhia está tomando as medidas necessárias para preparar a próxima fase de crescimento, em linha com nossa estratégia de expansão lucrativa por meio de uma estrutura de baixo custo", afirmou o presidente-executivo, Constantino de Oliveira Junior, em comunicado.

A Gol, segunda maior empresa do setor no Brasil atrás da TAM TAMM4.SA TAM.N, está acelerando os planos para substituir velhas aeronaves por jatos da nova geração da família 737 da Boeing (BA.N: Cotações), que possuem menor custo operacional e melhor aproveitamento de combustível.

Como resultado, a Gol reduziu a previsão de tamanho da frota no fim do ano de 106 para 104, e cortou o plano para 2009 de 113 para 108 aeronaves. Até o fim de 2008, a empresa espera que toda a frota seja composta pela nova geração de 737 da Boeing.

A companhia, que teve prejuízo nos últimos dois trimestres, está tomando outras medidas para manter o balanço sob cotrole. No mês passado, começou a reduzir a velocidade de vôo e a desligar um motor após a aterrissagem para economizar combustível.

As ações da Gol operavam em baixa de 7,9 por cento, a 17,08 reais, às 15h29, enquanto o Ibovespa .BVSP cedia 0,04 por cento.

No longo prazo, as mudanças anunciadas devem beneficiar o desempenho da empresa e o retorno aos acionistas, avaliou o Morgan Stanley.

"Uma mudança na filosofia de operações de um modelo que visa crescer a todo custo para uma capacidade mais ajustada deve tornar a empresa mais lucrativa, ao melhorar a taxa de ocupação este ano e no ano que vem", comentou o Morgan Stanley em relatório.

(Reportagem de Todd Benson)