BOVESPA-Mercado opera em queda com cautela por economia dos EUA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 12:04 BRST
 

SÃO PAULO, 7 de fevereiro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo opera em baixa nesta quinta-feira, ainda acompanhando a volatilidade do cenário internacional diante dos indicadores que apontam uma desaceleração da economia norte-americana.

O Ibovespa .BVSP opera em queda de 0,81 por cento aos 58.512 pontos às 12h. O volume financeiro negociado é de 738,53 milhões de reais.

Indicadores recentes apontam, segundo analistas, que o Federal Reserve pode fazer um novo corte de juros antes de sua próxima reunião em 18 de março. No mês passado, o Fed cortou o juros duas vezes, reduzindo a taxa básica para 3 por cento ao ano.

"O balanço entre as expectativas de corte de juros pelo Fomc e as reações a dados econômicos negativos deve permanecer definindo o comportamento dos mercados, com eventos como discursos de presidentes regionais do Fed servindo para alteração de expectativas", afirma relatório do gerente de análise André Segadilha, da Prosper Corretora.

Nesta quinta-feira, dado aguardado pelo mercado mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada, mas o número de pessoas que continuam com o benefício aumentou para o maior nível em mais de dois anos.

O mercado também aguarda dados do mercado imobiliário que serão divulgados às 13h.

Segundo Segadilha, a Bovespa abriu corrigindo para baixo devido à piora de Wall Street na véspera. "O mercado deve manter alta correlação com as bolsas internacionais."

As bolsas européias também operam em baixa, em boa parte puxadas por temores de recessão no mercado dos EUA. Os papéis das empresas de tecnologia também pesavam no desempenho das bolsas européias depois de a Infineon (IFXGn.DE: Cotações) alertar sobre prejuízos em sua divisão de chips para telefones e com as perspectivas ruins divulgadas pela Cisco (CSCO.O: Cotações).

Nesta manhã, o Banco da Inglaterra cortou a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para 5,25 por cento, para ajudar a estimular a economia frente a uma fraquejante demanda e à persistente crise de crédito.   Continuação...