McCain e Obama reagem à ajuda para Fannie e Freddie

domingo, 7 de setembro de 2008 16:31 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O democrata Barack Obama acha que a decisão do governo norte-americano de assumir o controle das empresas de financiamento de hipoteca Fannie Mae e Freddie Mac foi uma medida necessária. Já seu rival, o republicano John McCain, vê a medida como um bom passo, mas quer uma privatização eventual, segundo seus assessores.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou no domingo que vai assumir as duas empresas financiadas pelo governo como propriedades federais. A Fannie Mae e a Freddie Mac detêm ou garantem quase metade dos 12 trilhões de dólares em dívidas de hipotecas no país.

Confira as reações de Obama, seu candidato a vice, Joe Biden, e da campanha de McCain à decisão do governo:

BARACK OBAMA, SENADOR POR ILLINOIS E CANDIDATO DO PARTIDO DEMOCRATA

"Dado o papel substancial que a Fannie Mae e a Freddie Mac desempenham em nosso sistema de moradias, acredito que alguma forma de intervenção seja necessária para evitar um crise maior e mais profunda em nossa economia inteira", disse Obama em um comunicado.

"Vou analisar os detalhes do plano do Tesouro e monitorar seu impacto para determinar se ele atingirá os níveis que acredito que sejam necessários para administrar esta crise".

Obama disse que qualquer plano precisa enfatizar o fortalecimento da economia, ajudando os proprietários com problemas e protegendo quem paga impostos. O plano também deve deixar claro aos investidores que eles não estão colocando seu dinheiro em uma proposta sem riscos. JOE BIDEN, CANDIDATO DEMOCRATA À VICE-PRESIDÊNCIA, EM ENTREVISTA AO PROGRAMA "MEET THE PRESS", DA NBC

"Não é uma reorganização oficial. A próxima administração e o Congresso terão de fazer essas avaliações". NANCY PFOTENHAUER, CONSELHEIRA ECONÔMICA DO CANDIDATO REPUBLICANO, JOHN MCCAIN, NO "LATE EDITION" DA CNN

"Fannie e Freddie são um exemplo de capitalismo camarada. Quero dizer, essas entidades foram arranjadas, elas receberam estímulo, retorno, mas não o risco. Os pagadores de impostos ficaram com o risco".   Continuação...