7 de Fevereiro de 2008 / às 15:56 / 10 anos atrás

S&P anuncia revisão para aumentar confiança em ratings

Por Jonathan Stempel e Richard Barley

NOVA YORK/LONDRES, 7 de fevereiro (Reuters) - A Standard & Poor’s anunciou nesta quinta-feira uma revisão nos processos de classificação de risco, numa resposta ao crescente ceticismo sobre a qualidade e a precisão dos ratings.

O anúncio traz 27 passos que, segundo a S&P, devem aumentar a confiança nos ratings.

As agências de classificação de risco estão sob fogo cerrado em meio à crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos (subprime). Críticos dizem que as agências foram muito lentas em rebaixar ativos ligados a hipotecas de baixa qualidade.

Órgãos reguladores e políticos estão monitorando de perto o modelo de negócio das agências, que recebem pagamento dos emissores ao invés dos investidores.

“Ao aprofundar a independência, fortalecer o processo dos ratings e aumentar a transparência, as ações que estamos tomando servirão ao interesse público ao ampliar a confiança nos ratings de crédito”, afirmou Deven Sharma, presidente da S&P, em um comunicado.

Luis Maglanoc, chefe da área de pesquisa de crédito do UniCredit (HVB), saudou os planos da S&P, mas ponderou que mais debates são prováveis.

“Acho que o que eles estão fazendo é um passo na direção correta, mas acho que os reguladores terão sua palavra”, avaliou. “Se isso realmente vai conseguir alcançar os pedidos por transparência, nós ainda vamos ver.”

A S&P informou que vai estabelecer um ombudsman que deve monitorar potenciais conflitos. Além disso, os principais analistas devem passar periodicamente por um rodízio e seu trabalho deve ser revisado se um analista deixar a companhia para trabalhar para um emissor de dívida.

A agência afirmou ainda que suas análises devem incluir o uso de cenários possíveis que levem em conta a ocorrência de eventos extremos.

Outras agências de rating também estão revisando seus procedimentos. A Moody’s colocou em audiênci pública esta semana uma série de propostas sobre os ratings de operações financeiras estruturadas.

Enquanto isso, a International Organisation of Securities Commissions (Iosco), principal grupo mundial de reguladores de mercado, planeja mudar o código de conduta para as agências de modo a evitar que elas ajudem a desenhar produtos estruturados que também vão classificar.

(Reportagem de Ritsuko Ando e Jonathan Stempel, em Nova York, e Richard Barley, em Londres)

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