7 de Fevereiro de 2008 / às 18:26 / 10 anos atrás

Dólar acompanha volatilidade externa e fecha em alta

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta pelo segundo dia seguido nesta quinta-feira, em uma sessão que acompanhou de perto a volatilidade dos mercados internacionais.

A moeda norte-americana fechou a 1,758 real, com alta de 0,34 por cento. Em fevereiro, no entanto, o dólar acumula baixa de 0,11 por cento.

A taxa de câmbio ficou "colada lá fora", disse José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora. "O pessoal ficou de olho nos números que saíram nos Estados Unidos."

No meio da tarde, as bolsas em Nova York operavam em discreta alta. Mais cedo, após dados sobre auxílio-desemprego e setor imobiliário, as ações chegaram a registrar queda, com o Nasdaq em baixa de mais de 1 por cento.

De olho no exterior, o dólar chegou a superar 1,77 real na máxima do dia, com alta de mais de 1 por cento.

Esse momento coincidiu com o leilão de compra realizado pelo Banco Central no mercado à vista. Na operação, feita pela manhã, a autoridade monetária definiu taxa de corte a 1,771 real e aceitou entre uma e duas propostas.

FLUXO NEGATIVO

A instabilidade no exterior já foi responsável pela saída líquida de 2,357 bilhões de dólares do Brasil em janeiro. Os dados, divulgados pelo BC nesta quinta-feira, mostraram que as operações financeiras --compostas pelas transações na bolsa, por exemplo-- foram novamente as responsáveis pelo déficit.

No período, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) viu a retirada de 4,73 bilhões de reais dos estrangeiros, cautelosos com a crise nos Estados Unidos. A saída do mês passado é maior que todo o déficit acumulado em 2007.

Os números, no entanto, sustentaram o motivo pelo qual o dólar terminou janeiro mais barato do que começou, mesmo com a saída de recursos. Segundo o BC, os bancos reduziram as posições compradas em dólar de 7,332 bilhões de dólares no final de dezembro para 2,790 bilhões de dólares no encerramento de janeiro.

Isso significa que quase 5 bilhões de dólares foram "despejados" pelas instituições financeiras no mercado à vista. Mesmo no mês turbulento, o dólar acumulou baixa de 0,96 por cento.

"(Os bancos) venderam no spot (dólar à vista) e aplicaram no mercado futuro de índice (de juros) para serem remunerados em reais. Vão ter um ganho muito maior do que se ficassem (aplicados) em dólar", disse Francisco Gimenez Neto, diretor operacional da NGO Corretora.

Isso ocorreu, segundo Gimenez, principalmente pelo aumento da diferença entre os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto aqui a taxa básica permaneceu em 11,25 por cento ao ano, lá o Federal Reserve reduziu o juro para 3,0 por cento.

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