Corrida presidencial nos EUA pode aumentar riscos econômicos

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 13:16 BRST
 

Por David Morgan

WASHINGTON (Reuters) - Será que a corrida presidencial nos Estados Unidos pode ser ruim para a economia mundial?

Essa é uma possibilidade a ser levada em conta, de acordo com alguns especialistas, que acreditam que um novo clima de isolacionismo norte-americano pode emergir do descontentamento do eleitorado com as questões econômicas e a retórica que tem sido produzida a partir delas.

Da condenação do democrata John Edwards à "ganância corporativa" até os apelos do republicano Mike Huckabee, os analistas dizem que a campanha para as eleições de novembro está ganhando força com as incertezas que os norte-americanos comuns cada vez mais enfrentam no mundo impessoal da globalização.

"A globalização tem tido um impacto significativo no otimismo geral sobre a economia e sobre a confiança no futuro. Ela está dando às pessoas a sensação de que sua rede de segurança está sendo rasgada", disse Norman Ornstein, analista político do American Enterprise Institute, de orientação mais conservadora.

O resultado tem sido uma longa lista de ansiedades no eleitorado, como o fechamento de empregos industriais, a estagnação da renda, a insatisfação com a assistência médica, a imigração ilegal e o perigo das importações chinesas.

"Estamos hoje pagando o preço pela promoção excessiva da globalização: o fato de aqueles que impulsionaram a globalização em ambos os partidos não estarem dispostos a encarar os riscos e tomar medidas para mitigá-los", disse o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz.

"Isso também é em parte uma consequência do fracasso da administração Bush em trazer padrões regulatórios adequados em uma série de áreas."

A piora na confiança dos norte-americanos pode resultar na redução do papel dos Estados Unidos no mercado global se os eleitores começarem a pedir mudanças no curso econômico, dizem analistas.   Continuação...

 
<p>Hillary Clinton, uma das candidatas a concorrer &agrave; presid&ecirc;ncia dos EUA pelo partido democrata, deixa sala ap&oacute;s participar de entrevistas em New Hampshire. Photo by Brian Snyder</p>