Bovespa zera perdas com ajuda de Petrobras

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 19:02 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A leve recuperação do mercado em Wall Street na tarde desta quinta-feira e o bom desempenho dos papéis da Petrobras fizeram com que a Bolsa de Valores de São Paulo zerasse as perdas e fechasse estável no final do dia.

O Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,01 por cento aos 58.965 pontos. O volume financeiro negociado foi de 5,7 bilhões de reais.

"O foco do mercado foram mesmo as ações da Petrobras com as perspectivas de aumento das projeções sobre a reserva de Tupi", disse o economista Daniel Gorayeb, analista de investimentos da Spinelli Corretora. Ele destacou também a valorização dos papéis da Usiminas, que fechou com a maior alta do dia, de 4,39 por cento, impulsionada por recentes aquisições de mineradoras.

Nesta quinta-feira, a produtora de gás britânica BG Group, parceira da Petrobras, divulgou uma estimativa atualizada das reservas de Tupi, informando que o chamado volume "in place" (reservas totais) pode ficar entre 12 e 30 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), ante estimativa anterior de até 10 bilhões de barris.

A nova estimativa, que está em linha com a divulgada pela Petrobras de reservas recuperáveis de entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo, impulsionou os papéis da empresa que fecharam em alta de 3,11 por cento, a 81,25 reais.

Em Wall Street, as bolsas de valores operam voláteis com leves altas e baixas. Os índices chegaram a ganhar força com alta de mais de 1 por cento em meio à busca dos investidores por pechinchas após três dias seguidos de queda. No final da tarde, no entanto, os índices reduziram os ganhos.

Na Europa, as ações caíram para o menor patamar de fechamento em duas semanas, após o corte na taxa básica de juro do Banco da Inglaterra e a manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) terem falhado em aliviar preocupações sobre um declínio da econômica mundial.

Segundo pesquisa da Reuters, a taxa básica de juros da zona do euro deve cair até junho e mais uma vez no terceiro trimestre. O levantamento foi feito após o banco central dizer que reconhece os riscos ao crescimento, apesar de se manter agressivo contra a inflação.

"O corte de juros na Inglaterra reforçou a possibilidade de desaceleração da economia européia", afirmou Gorayeb.   Continuação...