7 de Fevereiro de 2008 / às 19:27 / 10 anos atrás

Dados sugerem que economia dos EUA está estagnando

Por Joanne Morrison

WASHINGTON (Reuters) - O mercado imobiliário dos Estados Unidos ainda não chegou ao fundo do poço, o número de pessoas com auxílio-desemprego atingiu o maior nível em mais de dois anos e os consumidores estão apertando os cintos, mostraram relatórios nesta quinta-feira, sugerindo que a economia do país está estagnando.

As vendas pendentes de moradias caíram 1,5 por cento em dezembro e 24 por cento em relação há um ano.

O Departamento de Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego alcançaram um nível não visto desde outubro de 2005, no rescaldo do furacão Katrina.

No varejo, uma série de relatórios de importantes redes como Wal-Mart e Target Corp mostraram que os consumidores estão mais retraídos. As vendas em varejo ficaram abaixo do esperado e até caíram em alguns casos.

“O risco de recessão certamente aumentou”, disse Mark Vitner, economista do Wachovia Securities, na Carolina do Norte, que espera que a economia continue fraca até o mercado imobiliário alcançar o pior estágio da crise, em meados do ano.

ATÉ O FUNDO DO POÇO

No ano passado como um todo, as vendas pendentes de moradias ficaram no menor nível desde que o dado começou a ser compilado, em 2001.

O grupo de corretores responsável pelo dado projetou que as vendas devem continuar fracas até a segunda metade do ano e, a partir daí, o mercado deve começar a melhorar.

Para a associação, os preços de moradias existentes devem cair 1,2 por cento este ano e a de casas novas devem despencar 4,3 por cento.

A fraqueza que no ano passado ficou contida no mercado imobiliário começa a se espalhar pela economia.

Um relatório na terça-feira mostrou que a atividade no setor de serviços dos EUA se contraiu no mês passado, enquanto dados de sexta-feira mostraram que o emprego encolheu em janeiro pela primeira vez em quatro anos e meio.

O desaquecimento do mercado de trabalho pode pôr em mais perigo o gasto do consumidor, responsável por dois terços da economia norte-americana.

O Wal-Mart, maior varejista do mundo, informou aumento de 0,5 por cento nas vendas --bem abaixo dos 2,0 por cento esperados por analistas.

No caso da Target, segundo maior varejista dos EUA, as vendas caíram 1,1 por cento.

Com reportagem adicional de Nancy Waitz, em Washington e Aarthi Sivaraman, em Nova York

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