7 de Agosto de 2008 / às 19:06 / em 9 anos

CONSOLIDA-Desacelaração econômica atinge zona do euro

Por Paul Carrel

BERLIM, 7 de agosto (Reuters) - A zona do euro está caminhando para um período de crescimento fraco neste ano, com dados de três grandes economias da área da moeda única divulgados nesta quinta-feira mostrando que a indústria tem andado para trás.

A França teve um déficit comercial recorde e a produção industrial italiana cresceu muito lentamente em junho, enquanto que a produção alemã cresceu uma leve fração no mês e teve queda no segundo trimestre como um todo.

O Banco Central Europeu, que manteve a taxa de juro em 4,25 por cento, afirmou que os riscos para o crescimento econômico estão começando a se materializar, levando os mercados a descartarem uma nova alta nos juros ainda neste ano.

"Os últimos dados econômicos apontam para um enfraquecimento do PIB real durante 2008, o que, em parte, era esperado após um crescimento expecionalmente forte no primeiro trimestre", afirmou o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, em entrevista coletiva.

"A atual política monetária irá contribuir para atingir nossos objetivos", disse ele, acrescentando que o enfraquecimento no meio do ano da economia é uma reação técnica à forte expansão do início do ano.

O BCE está determinado a manter as expectativas de inflação de médio prazo em linha com sua meta de de estabilidade de preços para o consumidor, com a inflação abaixo mas perto de 2 por cento. A inflação atingiu um recorde 4,1 por cento em julho.

Gilles Moec, economista do Bank of America, afirmou que as 15 nações da zona do euro estão vivendo um "espiral negativo interno".

"As demandas domésticas da Itália, França, Espanha estão claramente fracas e agora isto está impactando fortemente nas exportações alemãs, que eram o último mecanismo em funcionamento do sistema", disse ele.

"No lado positivo, se os preços do petróleo continuarem se corrigindo... nós podemos ficar relativamente otimistas com o quarto trimestre. Nós poderemos ver um espaço de respiro para os consumidores novamente."

DÉFICIT RECORDE

Na França, o déficit comercial saltou para 5,6 bilhões de euros (8,68 milhões de dólares) em junho, subindo frente aos 4,7 bilhões de euros em maio. O déficit ficou bem acima das expectativas de economistas pesquisados pela Reuters de 4,6 bilhões de euros.

"É um novo, terrível, terrível recorde", disse Alexander Law da casa de investimento Xerfi.

Na Alemanha, maior parceiro econômico da França, a produção industrial subiu apenas 0,2 por cento no mês de junho e a produção no segundo trimestre como um todo caiu 1,7 por cento.

As encomendas de manufaturados caíram 2,9 por cento no mês de junho, sétimo mês de declínio.

As exportações alemãs crescentam no ritmo mais rápido desde setembro de 2006, a 4,2 por cento. Mas isso não conseguiu aliviar as preocupações de que a economia está um período consistente de fraca atividade econômica.

As exportações alemãs recuaram 0,4 por cento no segundo trimestre.

Na Itália, onde a economia está sofrendo mais com a desaceleração global e com as pressões da globalização do que seus parceiros, a indústria teve leve avanço de 0,1 por cento em junho. Em maio a produção recuou 1,4 por cento.

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