Pão de Açúcar afirma que processo de reestruturação acabou

quarta-feira, 7 de maio de 2008 18:17 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo Pão de Açúcar, que está sob novo comando desde dezembro de 2007, garante que o processo de reestruturação iniciado com o novo presidente Claudio Galeazzi está encerrado e que os custos de reestruturação reportados no balanço dos três primeiros meses do ano não irão se repetir nos próximos demonstrativos.

Apesar de ter apresentando um lucro líquido pro-forma 42 por cento acima do obtido no mesmo período de 2007, o grupo Pão de Açúcar espera que os maiores efeitos do programa de reestruturação promovidos nos últimos meses apareçam no segundo e no terceiro trimestres.

A empresa ainda faz segredo sobre algumas das medidas implantadas no esforço de 50 dias em que manteve os vice-presidentes reunidos entre janeiro e março deste ano --eles serão apresentados aos investidores noa próximo dia 14, em um encontro na sede da empresa--, mas já divulgou o corte de 311 pessoas, além da redução do número de vice-presidentes, de oito para três.

Segundo Enéas Pestana, vice-presidente financeiro, em teleconferência com a imprensa, "o processo de demissões está encerrado e não teremos mais custos de reestruturação pela frente".

Só com as demissões, o custo foi de 23 milhões de reais brutos, que afetaram o lucro do primeiro trimestre. A empresa também rescindiu contratos e desmobilizou terceiros, "mas os valores são menos relevantes", explicou Pestana.

Ele ressaltou que este "foi um trimestre forte em termos de vendas" porque a Páscoa caiu em março e no ano passado havia sido em abril. Além disso, ainda que espere efeitos mais fortes das medidas entre o segundo e o terceiro trimestre, a companhia já teve redução nas despesas por conta da maior austeridade adotada, afirmou.

Na gestão implementada por Galeazzi, "toda saída de caixa é questionada, é revisada e isso já trouxe um reflexo imediato de inibir as despesas", afirmou o executivo.

No balanço pro-forma, as despesas ficaram em 19,1 por cento das vendas líquidas. "A companhia nunca atingiu esse nível de despesa em qualquer ano anterior", destacou Pestana. Segundo ele, entretanto, apesar de ser dois pontos percentuais a menos que no ano passado, essa queda "ainda não é reflexo da reestruturação, mas, sim, de um rigor muito mais forte no controle das despesas".   Continuação...