Setor automotivo descarta impacto do IOF em 2008

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 16:33 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O setor automotivo descartou nesta segunda-feira um impacto significativo do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre sua atividade, mantendo a previsão de mais um ano recorde de vendas e produção em 2008.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou que, além de o fim da CPMF em parte contrabalançar esse aumento, a força da demanda doméstica se mantém com a estabilidade econômica e o setor continua com planos de investimento para aumentar a capacidade instalada.

"É difícil fazer uma previsão definitiva por enquanto, mas achamos que a alta do IOF não tem nenhum efeito significativo nesse setor. Isso será absorvido dentro da cadeia de crédito e até por isso não fizemos mudanças em nossas previsões para o ano", disse Jackson Schneider, presidente da entidade.

"O mercado se expandiu muito sobre o mecanismo de crédito... porque houve um crescimento do emprego e da renda do consumidor."

Ele fez os comentários após divulgar dados recordes para 2007. Com os números fechados, as projeções para 2008 sofreram apenas pequenos ajustes no número de unidades.

O país deve vender internamente 2,895 milhões de unidades neste ano, uma alta de 17,5 por cento sobre 2007. O prognóstico para a produção é de crescimento de 8,9 por cento no ano, para 3,240 milhões de unidades. Novamente os recordes serão impulsionados pelo mercado interno, segundo o presidente.

Outro ponto que Schneider descartou como preocupação para este ano é o esgotamento da capacidade instalada da indústria automotiva, que atualmente é de 3,5 milhões de unidades.

"Alguns dos investimentos que foram anunciados no final do ano passado e que continuam e continuarão sendo anunciados no início deste ano já vão começar a dar resultados neste ano", afirmou ele, que prometeu para o final de março um estudo sobre o novo patamar da capacidade do setor com esses novos recursos.

Por outro lado, o comportamento das exportações não deve ser tão positivo em 2008, em razão da queda do dólar. O prognóstico para as vendas externas em volume é de baixa de 5 por cento e a estimativa em valor é de estabilidade sobre 2007.   Continuação...