BOVESPA-Fed ajuda,mas nervosismo continua e deixa índice volátil

terça-feira, 7 de outubro de 2008 11:41 BRT
 

SÃO PAULO, 7 de outubro (Reuters) - A despeito de medidas pontuais de autoridades monetárias ao redor do mundo, os mercados acionários operavam sem tendência definida nesta terça-feira, movimento copiado pela Bolsa de Valores de São Paulo.

Num intenso sobe-e-desce desde a abertura do pregão, o Ibovespa .BVSP registrava queda de 0,42 por cento, aos 41.924 pontos, às 11h40. A volatilidade turbinava o giro financeiro do pregão para 1,42 bilhão de reais.

Logo na abertura dos negócios, o anúncio de que o Federal Reserve criou um veículo para comprar papéis emitidos por empresas, como meio de dar alguma liquidez ao mercado de crédito norte-americano, fez os índices subirem.

Por alguns instantes, os mercados reagiram bem, mas logo retomaram a tendência predominantemente vendedora de ações. "Ainda há muitas incertezas no horizonte e, na dúvida, o investidor prefere vender", disse Ernesto Leme, gestor da Claritas.

De acordo com dados da Bovespa, os investidores estrangeiros resgataram 1,2 bilhão de reais nos dois primeiros dias de outubro. Com isso, a saída líquida de capital externo do mercado acionário paulista já chega a 19,5 bilhões de reais em 2008.

Em Wall Street, o índice Dow Jones .DJI tinha alta de 0,22 por cento, depois de operar em queda mais cedo pressionado pelo setor financeiro. As ações Bank of America (BAC.N: Cotações) despencavam mais de 13 por cento depois que a instituição anunciou que cortará dividendo e levantará 10 bilhões de dólares para compensar perdas com empréstimos.

Na bolsa paulista, ações de empresas ligadas ao mercado doméstico, como as redes de varejo, apareciam entre as líderes de perdas, à medida que se multiplicavam as revisões para baixo nas projeções de crescimento da economia brasileira em 2009.

B2W BTOW3.SA era a pior do índice, desabando 8,07 por cento, para 29,4 reais. Logo atrás, Lojas Renner LREN3.SA afundavam 8 por cento, para 17,43 reais.

Em relatório emitido nesta terça-feira, o UBS Pactual reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro de 2009, de 3,5 para 3 por cento.   Continuação...