BNDES oferece novas condições de crédito para exportadores

terça-feira, 7 de outubro de 2008 18:08 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 7 de outubro (Reuters) - A linha especial de 5 bilhões de reais de crédito para exportadores a ser concedida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciada segunda-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, oferecerá condições diferenciadas para o setor automotivo e de bens de consumo.

Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, o uso de parte das reservas brasileiras para recuperar as linhas de crédito à exportação tem a finalidade de suprimir temporariamente a escassez global de crédito gerada pela crise financeira. "A expectativa é que o crédito seja restaurado com brevidade."

A linha especial de pré-embarque para as exportações, como a batizou o BNDES, oferece condições novas para alguns setores da economia.

No caso do setor automotivo, que incluiu caminhões, ônibus e tratores, mas exclui automóveis, o banco abre duas possibilidades: o financiamento em reais com taxa fixa de 15 por cento mais o spread do agente repassador, ou uma taxa em dólar, que varia com uma cesta de moedas, que hoje estaria em 7,65 por cento, mais o spread do agente. Para essas duas modalidades, não existe limite para o financiamento.

No caso dos bens de consumo, as condições são as mesmas, mas como o banco trabalha com a expectativa de uma demanda maior, fixou um limite de 150 milhões de dólares por empresa.

"Estamos triplicando o limite por empresa nesse segmento", disse Coutinho.

Para os setores de bens de capital para a indústria, equipamentos de infra-estrutura e material aeronáutico ficam mantidas as condições atuais de prazo de 18 meses com base na TJLP.

Luciano Coutinho estimou que o esforço do BNDES de dar dinamismo às exportações pode elevar o desembolso do banco para o setor. Até agosto, o BNDES destinou 3,5 bilhões de dólares para financiar exportações --crescimento de 30 por cento sobre 2007--, valor que em condições normais chegaria a 6 bilhões de reais até o fim do ano.

"Se houvesse demanda total dos novos recursos, o que não acredito, fecharia o ano com 8 bilhões de dólares", afirmou..   Continuação...