Líderes elevam tom sobre crise antes de reunião do G7

segunda-feira, 7 de abril de 2008 10:30 BRT
 

Por Matt Falloon

LONDRES (Reuters) - Os governos devem atuar juntos para remediar a economia global e evitar que outra crise de crédito contamine os mercados, disseram autoridades econômicas nesta segunda-feira antes de importantes conversas nesta semana entre as principais economias do mundo.

O Grupo dos 7, que reúne as principais nações industrializadas, se vê pressionado para aparecer no encontro de sexta-feira em Washington com algumas soluções para os meses de turbulência financeira, que têm aumentado o espectro de uma desaceleração econômica generalizada.

Presidentes, primeiros-ministros e ministros das Finanças têm pedido um plano coordenado para interromper o contágio da crise, mas até aqui os detalhes estão incompletos e a natureza prática de uma medida conjunta também dificulta que as palavras sejam transformadas em ação.

"A necessidade de uma intervenção pública está se tornando mais evidente", disse o diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, em entrevista ao jornal Financial Times. "A crise é global".

Uma regulação mais apertada e integrada e uma maior abertura entre os bancos são vistas agora como o melhor remédio para a crise de crédito, em vez de um aprofundamento das ações coordenadas entre os bancos centrais e medidas de estímulo econômico por parte dos governos.

Os bancos centrais têm colocado dinheiro extra no sistema financeiro e o Federal Reserve dos Estados Unidos tem reduzido a taxa de juros, mas analistas argumentam que, ainda que tais medidas possam acalmar os nervos no curto prazo, elas não podem reparar o abalo na confiança dos mercados.

PRESSÃO SOBRE O G7

A atual crise foi disparada pelo aumento da inadimplência nas hipotecas norte-americanas, que ganhou importância à medida que os investidores perdiam confiança no valor de instrumentos financeiros atrelados a esses ativos e também nos bancos que detinham esses papéis.   Continuação...